CONFRONTO NA REDE
O rompimento da coligação que em 2008 elegeu Márcio Lacerda (PSB) a prefeito de Belo Horizonte continua produzindo desdobramentos. Enquanto a campanha oficial não começa, os políticos usam a internet para transitar suas mensagens. Ontem, os presidentes do PT, Reginaldo Lopes, e Marcus Pestana, do PSDB, trocaram farpas pelo Twitter. Reginaldo postou nota provocando o deputado tucano: "por que vocês têm medo da nacionalização da campanha?" Pestana retrucou: "nenhum medo, cada coisa a seu tempo, aguarde 2014. Agora vamos eleger Márcio para cuidar e muito bem de BH". E o jogo só está começando. Durante o dia, outras notas foram postadas em torno da campanha. Em Juiz de Fora, os políticos ainda não trocaram farpas sobre o debate político que está sendo aberto e nem mesmo os presidentes dos diretórios – como Pestana e Reginaldo – fizeram comentários. A partir de hoje, através do site Voto & Cidadania, a Tribuna fará o acompanhamento das postagens, quando será possível verificar se vai prevalecer a canelada ou a discussão de propostas para a cidade.
Propostas
No território livre da internet, os candidatos já podem encontrar todo tipo de sugestão de campanha eleitoral. Como a internet não impõe restrições, e também por se tratar de proposta de trabalho, os produtores de sites e organizadores de campanha estão oferecendo seus serviços, que vão desde a produção de jornais e jingles até a montagem de cartazes, placas e santinhos. Como já ocorreu no pleito de 2010, os outdoors estão proibidos. O que não se encontra nas propostas é o preço, pois deve ser combinado no contato pessoal, variando de acordo com a demanda de serviços.
Julgamento
A Justiça Eleitoral começa a avaliar hoje o registro de todos os candidatos a prefeito e vereador, para verificar possíveis impedimentos e também denúncias de terceiros, pedindo algum tipo de impugnação. De acordo com o juiz Cristiano Álvares, titular da 155ª Zona Eleitoral, os seis magistrados que vão atuar este ano têm até o dia 15 para julgar todos os casos. "Vamos trabalhar muito, pois é necessário verificar ficha por ficha", enfatizou. Os julgamentos também obedecem ao duplo grau de jurisdição, isto é, em havendo recursos, eles sobem para o Tribunal Regional Eleitoral.
Sem quórum
A campanha eleitoral só começou oficialmente hoje, mas, durante toda a semana na Câmara, os vereadores pareciam mais preocupados com as conversas fora do plenário do que com as votações. Como se não bastassem as reuniões começarem com atraso de mais de 15 minutos em relação ao limite de tolerância regimental, ontem, o vereador Julio Gasparette (PMDB), que presidia a sessão, teve que pedir duas vezes para que os parlamentares se dirigissem ao plenário, porque não havia quórum para as votações.
Vai piorar
O mesmo ocorreu na última quarta-feira, quando o peemedebista orientou o primeiro-secretário, Luiz Carlos do Santos (PTC), a repetir a chamada dos vereadores, porque não havia número suficiente para votar um título honorífico. E a tendência é piorar, pois os vereadores, em busca da reeleição, terão que ir mais vezes às ruas para enfrentar concorrentes que já estão em campo em tempo integral. Como haverá um mês sem reuniões – a partir da segunda quinzena de julho -, será possível empatar o jogo, mas, em setembro, será complicado obter quórum.
COM TÁSCIA SOUZA





