Candidatura de Rodrigo Pacheco só depende de Lula

Rodrigo Pacheco espera ser chamado pelo presidente Lula para uma conversa definitiva sobre sua candidatura

Por Paulo Cesar Magella

Ao afirmar que vai definir seu futuro até o fim deste mês, o senador Rodrigo Pacheco (PSB) deu um recado direto ao Planalto, pois sua decisão passará necessariamente pelo presidente Lula. Um interlocutor próximo disse ao Painel que ele só será candidato se ocorrer uma conversa franca entre ambos, com a participação do senador Davi Alcolumbre. Se Lula topar, essa conversa deve ocorrer após seu retorno dos Estados Unidos. “Recados de ministros não resolvem a questão”, destacou.

Garantias para fazer boa gestão

Já com sua carteira da OAB reativada e procurando casa para instalar seu escritório em Brasília – ele não tem planos de voltar para Belo Horizonte -, o senador Rodrigo Pacheco quer algumas garantias para disputar o governo de Minas. Uma delas seria o respaldo da União para seu mandato, uma vez que a situação do estado, de acordo com informes que ele tem recebido, é crítica e deve se agravar em meados do ano que vem. Sem apoio do Planalto, a gestão começaria com problemas.

Senador avalia diversos cenários para entrar no páreo

O senador trabalha com diversas variáveis. E se ele ganhar e Lula perder a eleição? Como ficaria sua situação diante de um governo federal que lhe fosse hostil? Outra: ele ganha, Lula ganha, mas o PT vê com desconfiança a sua gestão, já pensando nas eleições de 2030, uma vez que o governador de Minas é sempre um player da política. Essas perguntas deverão ser respondidas nessa conversa com o presidente.

Se não houver conversa, a opção será o retorno à advocacia

Se o presidente Lula não o chamar para essa conversa ou não der as garantias que lhe serão pedidas, Rodrigo deixará a vida pública e vai se dedicar ao seu escritório, com direito a mais tempo com a família – que já mora em Brasília – e fins de semana sem as turbulências do poder. As informações sobre TCU e outros tribunais são meras especulações, garante esse interlocutor.

 

Paulo Cesar Magella

Paulo Cesar Magella

Sou da primeira geração da Tribuna, onde ingressei em 1981 - ano de fundação do jornal -, já tendo exercido as funções de editor de política, editor de economia, secretário de redação e, desde 1995, editor geral. Além de jornalista, sou bacharel em Direito e Filosofia. Também sou radialista. Meus hobbies são leitura, gastronomia - não como frango, pasmem - esportes (Flamengo até morrer), encontro com amigos, de preferência nos botequins.E-mail: [email protected] [email protected]

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