Será em Juiz de Fora, em data ainda a ser marcada, a primeira de uma série de reuniões itinerantes que o diretório estadual do PMDB fará pelo estado. A decisão foi tomada ontem, durante reunião da executiva, na qual a sucessão nas cidades consideradas estratégicas esteve na ordem do dia. O caso mais complicado ocorre em Uberaba. O prefeito Anderson Adauto, que não pode mais disputar a reeleição, se recusa a apoiar o também peemedebista Paulo Piau, deputado federal e relator da matéria que trata do Código Florestal. Como se trata de uma demanda localizada, os dois líderes serão chamados pelo presidente Antônio Andrade para uma conversa, provavelmente ainda esta semana. De acordo com o deputado Bruno Siqueira, a escolha de Juiz de Fora sinaliza a importância da cidade na agenda do partido. O evento deve ocorrer depois da filiação do senador Clésio Andrade, marcada para o próximo dia 19, e que terá a presença, em Belo Horizonte, dos principais dirigentes do partido, a começar pelo vice-presidente da República, Michel Temer, presidente de honra do PMDB.
PRIMEIRO ENCONTRO
Candidaturas
O partido, de acordo com o deputado Antônio Júlio, trabalha para ter candidato próprio em todas as cidades com mais de 50 mil habitantes,inclusive em Belo Horizonte, onde o deputado Leonardo Quintão deverá repetir o cenário de 2008, quando enfrentou a coligação de Márcio Lacerda, que já tinha tucanos e petistas no mesmo palanque. Conseguiu a proeza de levar a eleição para o segundo turno, e se não fosse um esforço conjunto dos governos estadual e federal, a situação teria se complicado. Lacerda só virou o jogo na reta final.
Deu o troco
Em reunião com nove partidos da base do Governo estadual, mas para discutir as eleições municipais, o senador Aécio Neves (PSDB) deu o troco no ex-ministro Patrus Ananias (PT), que há cerca de uma semana disse que não subiria no mesmo palanque do ex-governador no apoio ao prefeito Márcio Lacerda. Entendo a declaração dele. O palanque do Patrus é diferente do meu, porque o dele é o do ex-governador Newton Cardoso (PMDB) e do ex-ministro Hélio Costa (PMDB). Tucanos e petistas vão apoiar a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, como, aliás, fizeram em 2008.
Articulando
O processo de formação de alianças só está começando, mas, em cidades de médio e grande porte, as negociações são mais aceleradas por causa da própria demanda dos partidos, que precisam se organizar cedo. As legendas menores, por sua vez, já estão fazendo reuniões, mas a meta é a formação de chapas para vereador, já que não têm planos de uma eleição majoritária. Nesse caso, a dificuldade é conciliar interesses e resolver a velha questão da cota de mulheres, que, na maioria das vezes, não é preenchida.
Só dois
Tramita na Câmara Federal, sem data para entrar em plenário, o projeto do deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) limitando a dois o número de mandatos consecutivos para uma mesma diretoria de sindicato. Dessa forma, um grupo ao comandar a instituição só ficaria no posto por dois períodos seguidos de três anos. Na justificativa, ele diz que se trata de uma medida para evitar o controle eterno de sindicatos, cujos dirigentes fazem carreira e não dão margem para o surgimento de novas lideranças.





