Pontos extremos

Por Paulo Cesar Magella

Se os partidos de oposição não replicarem aqui o que ocorreu nos Estados Unidos, dificilmente vão conseguir derrotar o presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. De acordo com o cientista político Rubem Barboza, a vitória do senador Rodrigo Pacheco e do deputado Arthur Lira para a presidência do Senado e da Câmara Federal, respectivamente, foi um recado para os oposicionistas. Ele considera que a busca de um candidato de centro para enfrentar a máquina do Governo é um equívoco. “Se a oposição está esperando se reunir apenas no segundo turno, tudo ficará difícil. O lançamento simultâneo das candidaturas de João Doria, Lula (ou Fernando Haddad) e Ciro Gomes será um problema, pois eles vão se comer já no primeiro turno. Precisam entender que um extremo é Bolsonaro e a oposição deve ficar do outro. O desafio da oposição é perceber que não tem essa de política de centro, que fique longe da direita ou da esquerda. O enfrentamento é a Bolsonaro”, destacou. Nos EUA, o Partido Democrata, depois da derrota de Hilary Clinton, percebeu que só a união em torno de um projeto, no caso Joe Biden, poderia, vencer e aí todos os setores, de dentro e fora da política, caminharam juntos.

 

Paulo Cesar Magella

Paulo Cesar Magella

Sou da primeira geração da Tribuna, onde ingressei em 1981 - ano de fundação do jornal -, já tendo exercido as funções de editor de política, editor de economia, secretário de redação e, desde 1995, editor geral. Além de jornalista, sou bacharel em Direito e Filosofia. Também sou radialista. Meus hobbies são leitura, gastronomia - não como frango, pasmem - esportes (Flamengo até morrer), encontro com amigos, de preferência nos botequins.E-mail: [email protected] [email protected]

A Tribuna de Minas não se responsabiliza por este conteúdo e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação.

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade pelo seu conteúdo é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.



Leia também