O presidente da Câmara, Julio Gasparette, convocou para ontem à noite, logo após a sessão ordinária, uma reunião dos membros da Mesa Diretora e demais vereadores interessados para ouvir as denúncias do vereador Wanderson Castelar. Em pronunciamento em plenário, ele disse que está sendo ameaçado, ainda por conta de sua abstenção na eleição de segunda-feira, quando estava em votação a presidência da Câmara. Ele criticou até setores do PT que deram combustível aos manifestantes ao definir uma posição na disputa em favor da pedetista Ana Rossignoli. Mas seu foco principal foram os manifestantes que ocuparam o plenário. Ninguém citou nomes, mas a maioria se solidarizou com Castelar, exigindo apuração dos fatos. A vereadora Ana Rossignoli também apoiou Castelar, mas advertiu que, se ele estava sendo ameaçado, deveria recorrer aos mecanismos legais, formalizando queixa na polícia. Foram pedidas também medidas de segurança, sobretudo para os vereadores que ficam de costas para o plenário. O presidente Julio Gasparette disse que demitiu o funcionário que abriu a porta por ter colocado em risco os ocupantes do plenário.
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