Detectado no dia 1º de julho, o visitante interestelar C/2025 N1 (ATLAS) (anteriormente chamado de A11pl3Z), que foi recentemente identificado como um cometa, se consolidou oficialmente como o terceiro corpo celeste de origem externa já observado passando pelo Sistema Solar.
Também chamado de 3I/ATLAS, o objeto, que está sendo constantemente monitorado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO) e diversos outros telescópios ao redor do planeta, está atualmente dentro da órbita de Júpiter, mas passa longe da influência gravitacional do planeta.
As estimativas iniciais apontam que o cometa tem cerca de 20 km de largura e viaja a uma velocidade de aproximadamente 66 km/s. Com isso, há uma previsão de que ele atinja o ponto mais próximo do Sol em outubro, passando a cerca de duas vezes a distância entre a Terra e a estrela.
Entretanto, sua observação pode ser prejudicada no processo, pois seu trajeto pode passar por trás da grande esfera de gás quente. Desta forma, o 3I/ATLAS só voltará a ser visível em dezembro, no período em que se afastará do Sistema Solar e seguirá sua trajetória rumo ao espaço profundo.
Excentricidade orbital de novo objeto interestelar impressiona especialistas
Corpos que giram ao redor do Sol costumam ter excentricidade entre 0 e quase 1. Logo, quando esse valor ultrapassa 1, é um forte indício de que o objeto não se formou no Sistema Solar, mas pode ter vindo de outro lugar do espaço.
Contudo, enquanto visitantes como o ‘Oumuamua tinham excentricidade de 1,20, o 3I/ATLAS apresenta um valor estimado em torno de 6, o que sugere que este é o objeto interestelar mais extremo já observado pela ciência.
No momento, o cometa ainda não possui visibilidade o suficiente para ser visto por telescópios amadores. Contudo, conforme citado anteriormente, órgãos especializados no monitoramento espacial continuarão acompanhando a trajetória do 3I/ATLAS.






