O governo dos Estados Unidos anunciou, na última terça-feira (14), a revogação dos vistos de seis estrangeiros, entre eles, um brasileiro, por publicações nas redes sociais consideradas ofensivas em relação à morte do ativista de extrema direita Charlie Kirk.
Fundador da organização conservadora Turning Point USA e aliado próximo do presidente Donald Trump, Kirk foi assassinado no dia 10 de setembro durante um evento universitário em Utah. Ele completaria 32 anos nesta mesma data em que os cancelamentos foram oficializados.
Trump recolhe visto de quem comemorou morte de Charlie Kirk
De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, os estrangeiros envolvidos usaram suas contas pessoais para ironizar ou justificar o assassinato de Charlie Kirk.
As autoridades classificaram as mensagens como celebração do crime e justificaram a medida afirmando que os Estados Unidos não são obrigados a manter dentro de suas fronteiras indivíduos que “desejam a morte de cidadãos americanos”.
O governo publicou uma série de capturas de tela com as postagens consideradas inaceitáveis, incluindo a do brasileiro, que afirmou que Kirk foi homenageado em um comício nazista e que “morreu tarde demais”.
Também foram identificadas postagens de cidadãos da Argentina, México, Alemanha, África do Sul e Paraguai. As declarações variavam entre críticas ao legado político de Kirk e comentários sarcásticos sobre sua morte.
Em resposta, o Departamento de Estado declarou que seguirá monitorando redes sociais de estrangeiros e tomará medidas semelhantes contra outros casos considerados ofensivos ou antiamericanos.
Postagens sobre Charlie Kirk não são único motivo para cancelamento de vistos
A decisão vem na esteira de uma política mais rígida do governo Trump em relação à imigração, especialmente em seu segundo mandato.
Desde janeiro de 2025, autoridades têm intensificado a fiscalização de redes sociais como parte da triagem de pedidos de visto e outros benefícios migratórios.
Segundo a Casa Branca, postagens que revelem atitudes hostis contra os Estados Unidos ou seus valores podem ser suficientes para barrar a entrada de um estrangeiro no país.
Outro exemplo recente dessa postura ocorreu com o chamado “turismo de nascimento”.
A Embaixada dos EUA no Brasil publicou um aviso às mulheres grávidas, informando que não é permitido viajar ao país com a intenção de dar à luz apenas para garantir a cidadania americana aos filhos.
A medida acompanha propostas legais em discussão que visam restringir o direito de cidadania automática por nascimento em solo americano, princípio vigente na Constituição desde o século XIX.





