O infarto agudo do miocárdio, conhecido popularmente como ataque cardíaco, é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo.
Ele ocorre quando o fluxo de sangue para o coração é bloqueado, geralmente por um coágulo que se forma sobre uma placa de gordura em uma artéria coronária.
Apesar de amplamente associado a fatores como colesterol alto, tabagismo e hipertensão, muitos ainda desconhecem outro importante gatilho: o estresse repentino.
Transtorno comum nos dias atuais pode causar até infarto
Segundo especialistas, o estresse agudo, que é aquele que surge de forma intensa e inesperada, como em situações de perda, traumas ou choques emocionais, pode desencadear um infarto mesmo em pessoas sem histórico cardíaco.
Isso acontece porque o corpo, diante de uma ameaça percebida, entra em estado de alerta máximo.
Hormônios como adrenalina e noradrenalina são liberados em grande quantidade, o que provoca o estreitamento dos vasos sanguíneos, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial.
Essa resposta, embora natural e útil em contextos de sobrevivência, pode sobrecarregar o coração a ponto de levar a um colapso circulatório.
Como reconhecer os sintomas e o que fazer em caso de suspeita de infarto?
Os sintomas de uma crise de estresse agudo podem se confundir com os de um infarto. Aceleramento dos batimentos cardíacos, dificuldade para respirar, suor excessivo e sensação de aperto no peito são sinais de alerta.
Quando esses sintomas surgem pela primeira vez, principalmente em pessoas com fatores de risco como diabetes, sedentarismo ou histórico familiar de doenças cardiovasculares, é essencial procurar atendimento médico com urgência.
O diagnóstico preciso é fundamental, já que em alguns casos, o episódio pode não ser um infarto, mas sim um ataque de pânico, condição que exige acompanhamento psicológico e, muitas vezes, psiquiátrico.
E como reduzir os riscos de infarto?
Para reduzir o risco de que o estresse se torne uma ameaça real ao coração, a prevenção precisa ir além do check-up anual.
Médicos recomendam práticas de relaxamento, como a meditação e a respiração profunda, além de atividades físicas regulares, que fortalecem o sistema cardiovascular e ajudam a liberar tensões acumuladas.
Manter hábitos saudáveis, cuidar da saúde emocional e buscar apoio quando necessário são atitudes que, além de melhorar a qualidade de vida, podem literalmente salvar vidas.
Afinal, em tempos de rotina acelerada e pressões constantes, reconhecer o impacto do estresse no corpo é uma forma de proteção essencial.






