O infarto agudo do miocárdio, mais conhecido como ataque cardíaco, é uma das principais causas de morte no mundo.
Todos os anos, milhões de pessoas são hospitalizadas após sofrerem uma obstrução no fluxo sanguíneo que irriga o coração, geralmente causada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias.
Fatores como sedentarismo, má alimentação, hipertensão e tabagismo já são reconhecidos como riscos clássicos. No entanto, uma nova descoberta acrescenta um elemento genético a essa lista: o grupo sanguíneo.
Estudo descobriu qual o grupo sanguíneo com chances de infartos
Uma pesquisa apresentada durante o IV Congresso Mundial de Insuficiência Cardíaca Aguda, promovido pela Sociedade Europeia de Cardiologia, chamou atenção ao revelar que indivíduos com sangue dos tipos A, B ou AB têm uma probabilidade significativamente maior de sofrer eventos cardíacos.
A conclusão veio após a análise de um banco de dados com mais de 1,3 milhão de pessoas, o que dá peso estatístico robusto aos resultados.
Segundo os cientistas envolvidos, pessoas desses três grupos apresentam, em média, um risco 9% superior de sofrer infartos em comparação àquelas com sangue tipo O.
A explicação está ligada à biologia do sangue: nos tipos A, B e AB, há maior presença de proteínas como o Fator de von Willebrand e a Galectin-3, que estão diretamente associadas à coagulação sanguínea e processos inflamatórios.
Essas substâncias facilitam a formação de coágulos, aumentando as chances de obstrução das artérias coronárias, que é a principal causa de infartos.
Já o sangue tipo O parece oferecer uma espécie de proteção natural. Indivíduos desse grupo possuem níveis mais baixos das mesmas proteínas, o que reduz a propensão à formação de trombos e, consequentemente, o risco de ataques cardíacos e acidentes vasculares.
Como se prevenir e evitar infartos?
Diante dessas descobertas, especialistas alertam que o grupo sanguíneo pode ser um fator de risco adicional a ser considerado na prevenção de doenças cardiovasculares, como o infarto.
Isso não significa, porém, que quem tem sangue A, B ou AB esteja condenado, pois o controle de hábitos de vida continua sendo a melhor defesa.
Médicos recomendam uma alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, controle do estresse, abandono do cigarro e acompanhamento médico constante, especialmente para quem já tem predisposição genética ou condições como hipertensão e colesterol elevado.
A expectativa dos pesquisadores é que, no futuro, o tipo sanguíneo seja incorporado aos critérios de avaliação de risco, ajudando a personalizar tratamentos e estratégias preventivas.






