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Terapias inovadoras que podem mudar o tratamento da depressão

Por Yasmin Henrique
17/01/2026
Em Mais Tendências, Colunas
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Uso de antibióticos no Brasil pode ter aumentado casos de doença que pode ser fatal

(Foto: reprodução/ Christina Victoria Craft/Unsplash)

Novas terapias para depressão têm se consolidado como alternativas promissoras, especialmente para pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais. Um levantamento recente do Medscape destacou a cetamina e a psilocibina como as intervenções emergentes mais estudadas, reconhecidas por apresentar efeitos rápidos e mecanismos de ação diferentes dos antidepressivos tradicionais. 

A depressão afeta cerca de 280 milhões de pessoas no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo mais prevalente em mulheres e associada a risco elevado de suicídio, especialmente entre jovens. O impacto do transtorno e as limitações de acesso a cuidados especializados reforçam a necessidade de explorar novas opções terapêuticas.

Novas terapias contra depressão

A depressão é multifatorial, envolvendo neurotransmissores, circuitos cerebrais e fatores sociais e psicológicos, o que explica respostas variáveis a tratamentos. Avanços em neuroimagem e aprendizado de máquina reforçam essa heterogeneidade, sugerindo que abordagens individualizadas podem aumentar a eficácia das terapias.

Cetamina

  • Administrada em doses subanestésicas, proporciona redução rápida de sintomas depressivos e ideação suicida.
  • Atua por meio da modulação do glutamato e possivelmente do sistema opioide endógeno.
  • Protocolos em hospitais da América Latina mostram resultados positivos quando há monitoramento multidisciplinar.
  • Efeitos adversos incluem sintomas dissociativos, aumento da pressão arterial e risco de dependência, limitando seu uso a ambientes controlados.
  • Formas inovadoras, como apresentações orais de liberação prolongada, estão em avaliação, mas ainda carecem de evidência clínica sólida.

Psilocibina

  • Mostra potencial significativo em estudos clínicos, especialmente quando aplicada em dose única combinada com psicoterapia.
  • Pode produzir efeitos duradouros na redução dos sintomas depressivos.
  • Ainda não possui aprovação regulatória, exigindo precaução em populações vulneráveis, como indivíduos com transtorno bipolar.
  • Requer cuidado quanto ao uso fora de ambientes clínicos controlados, evitando práticas recreativas.

Paralelamente, terapias psicológicas estruturadas, como a cognitivo-comportamental, continuam fundamentais. O desafio atual é incorporar essas novas terapias de forma segura e responsável, garantindo protocolos claros, treinamento especializado e sistemas de cuidado contínuos. 

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Yasmin Henrique

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Jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita.

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