O consumo de produtos ricos em proteína deixou de ser exclusivo do público esportivo e passou a fazer parte da alimentação cotidiana de diferentes grupos da população.
O setor apresenta forte crescimento, com destaque para o whey protein, que registrou aumento de 124%, e para os iogurtes proteicos, que tiveram alta de 16% em volume em períodos recentes.
Esse avanço é impulsionado por uma combinação de fatores, como a maior preocupação com saúde, a valorização da estética corporal e a busca por soluções mais práticas na rotina alimentar.
Nesse contexto, uma pesquisa da Atlas/Intel mostra que cerca de 3 em cada 10 brasileiros são influenciados pelo selo de proteína no momento da compra de alimentos.
Consumo incentivado pelas redes
O levantamento também aponta forte impacto das redes sociais no comportamento de consumo, com 37,9% dos entrevistados afirmando serem influenciados por conteúdos publicados em plataformas como Instagram e TikTok, incluindo tendências como “high protein” e “low sugar”.
Nesse contexto, produtos com apelo proteico são frequentemente associados a uma alimentação saudável, mesmo quando se tratam de ultraprocessados, o que pode distorcer a percepção de qualidade nutricional.
O crescimento do setor está relacionado ainda ao avanço do movimento fitness, ao aumento das dietas voltadas ao emagrecimento e à ampliação da oferta de produtos industrializados direcionados ao público que busca maior ingestão de proteína.
As principais motivações para o consumo desses itens incluem ganho de massa muscular (54,5%), reposição de proteína (36,8%), manutenção da saúde (32%), além de praticidade e controle de peso.
Proteína na dieta
- Papel: Essencial na dieta, mas deve ser consumida dentro de um padrão alimentar equilibrado.
- Recomendações diárias: 0,8 g/kg para adultos, 1,4 a 2,0 g/kg para atletas e 1,0 a 1,2 g/kg para idosos.
- Produtos proteicos: Não são automaticamente saudáveis e exigem análise da composição completa.
- Uso na dieta: Devem ser complementares, não substitutos de refeições naturais.
- Motivações de consumo: Ligadas à estética, saciedade, saúde e praticidade.
- Panorama no Brasil: Maioria já consome proteína suficiente; déficit maior está em frutas e verduras





