O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a incorporar um novo método contraceptivo à sua lista de serviços gratuitos: o implante hormonal subdérmico. A medida representa um reforço importante às políticas públicas de planejamento reprodutivo e prevenção à gravidez não planejada.
A rede pública brasileira já oferece diversos métodos contraceptivos, como pílulas, injetáveis, dispositivos intrauterinos (DIUs) e preservativos — estes últimos também fundamentais na proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Agora, com a chegada do implante hormonal no SUS, amplia-se o leque de opções disponíveis para quem busca métodos mais duradouros e eficazes.
SUS passa a oferecer implante hormonal como método contraceptivo
O novo recurso, conhecido comercialmente como Implanon, é um pequeno bastonete inserido sob a pele do braço da paciente. O dispositivo libera doses constantes de hormônio por até três anos, impedindo a ovulação e, consequentemente, evitando a gravidez.
Uma das principais vantagens do método é que ele não exige manutenção ou uso contínuo por parte da mulher, o que reduz significativamente as chances de falha.
O processo de colocação e retirada deve ser feito por médicos ou enfermeiros capacitados, garantindo segurança e eficácia no uso.
A expectativa do Ministério da Saúde é que o implante esteja disponível nas unidades básicas de saúde (UBS) a partir do segundo semestre. A previsão inicial é distribuir cerca de 1,8 milhão de unidades, sendo 500 mil ainda em 2025. O investimento total gira em torno de R$ 245 milhões.
A implementação será acompanhada por capacitações técnicas para os profissionais da rede pública, que serão responsáveis pela aplicação do método. Após a retirada do implante, a fertilidade retorna rapidamente, o que o caracteriza como um método reversível.
SUS oferta diversos métodos contraceptivos
Além do implante, o SUS segue oferecendo outros métodos contraceptivos de forma gratuita.
Entre eles estão o DIU de cobre, que também possui longa duração e não depende do uso diário; os anticoncepcionais orais, que exigem uso regular; as injeções hormonais mensais e trimestrais; e métodos cirúrgicos como a laqueadura tubária e a vasectomia.
Preservativos masculinos e femininos também continuam disponíveis e são os únicos a oferecer proteção contra ISTs.
Com a introdução do implante hormonal, o SUS reforça seu compromisso com o acesso universal à saúde sexual e reprodutiva, ampliando as possibilidades para que cada pessoa escolha o método mais adequado às suas necessidades e condições de vida.






