Com a alta dos custos e a instabilidade econômica, muitos brasileiros buscam alternativas para complementar a renda. Uma dessas soluções tem se destacado: a venda de itens usados.
Segundo pesquisa da plataforma OLX, essa prática pode gerar uma renda extra de mais de R$ 3 mil para quem vende de sete a mais de dez produtos. Mesmo para aqueles que comercializam menos itens, a receita obtida pode ser uma ajuda significativa no orçamento.
A pesquisa revela que a média de arrecadação com a venda de produtos usados gira em torno de R$ 1.874. Para quem oferece entre quatro e seis itens, a renda extra estimada ultrapassa os R$ 1 mil. Isso mostra que, mesmo vendendo poucas coisas que estão sem uso, é possível garantir um valor relevante para aliviar despesas no fim do mês.
Principais categorias de produtos usados
O setor de vestuário lidera a oferta de itens usados, correspondendo a 52% dos anúncios. Logo atrás, aparecem eletrônicos, com 48%, e acessórios e sapatos, com 42%. Além dessas categorias, eletrodomésticos e livros também são bastante comercializados, evidenciando a variedade de produtos que podem ser revendidos.
Ganhar um dinheiro extra é a principal motivação para a venda de usados, mas não é a única. Muitos também vendem para liberar espaço em casa, descartando aquilo que não tem mais utilidade.
Além disso, a prática fortalece um consumo mais consciente e sustentável, ao prolongar a vida útil dos produtos e incentivar a economia circular.
Momentos de maior necessidade de renda extra
O início do ano é apontado por 52% dos brasileiros como o período de maior necessidade financeira, devido a despesas como impostos e materiais escolares.
O aumento do endividamento, especialmente pelos gastos no cartão de crédito, também é um fator que leva 40% das pessoas a buscarem alternativas, como a venda de itens usados, para aliviar o bolso.
Como vender usados de forma segura
Plataformas digitais facilitam o processo de venda, conectando vendedores a compradores em potencial de maneira rápida e eficiente. Para obter sucesso, é importante caprichar nas fotos, descrever bem os produtos e definir preços justos.
Também é fundamental tomar cuidado com a segurança nas negociações, optando por meios confiáveis de pagamento e preferindo entregas pessoais quando possível.
Embora o mercado de produtos usados tenha crescido muito nos últimos anos, ainda existe certo preconceito em relação a esses itens. A pandemia impulsionou a digitalização e o interesse pelo comércio de usados, tendência que tende a crescer e se consolidar como uma fonte contínua de renda para muitos brasileiros.
Vender produtos usados deixou de ser apenas uma alternativa pontual e passou a ser uma estratégia eficiente para equilibrar as finanças pessoais, tornando-se uma prática cada vez mais presente no cotidiano das famílias brasileiras.






