A seleção entre diferentes tipos de açúcar e adoçantes requer atenção ao valor nutricional, ao efeito no metabolismo e às necessidades individuais de cada pessoa. É fundamental distinguir os açúcares — que apresentam calorias — dos adoçantes, elaborados a partir de edulcorantes naturais ou artificiais, e que possuem poder adoçante significativamente maior que a sacarose.
No contexto brasileiro, os açúcares orgânico e mascavo se destacam entre os mais consumidos, pois sofrem menos processos de refinamento e preservam parte dos nutrientes naturais da cana. Entretanto, ambos apresentam valor calórico equivalente ao do açúcar tradicional, exigindo consumo consciente e moderado.
Menos açúcar
Açúcares classificados como “naturais”, incluindo mel, melado, açúcar de coco e agave, apresentam apenas pequenas quantidades de vitaminas e antioxidantes, insuficientes para gerar benefícios clínicos relevantes. Seu efeito sobre a glicemia é praticamente igual ao do açúcar convencional.
O açúcar light, que combina sacarose com adoçantes artificiais, reduz a quantidade de calorias, mas ainda contém açúcar comum e, por isso, não é indicado para pessoas com diabetes. Para quem busca reduzir a ingestão calórica, os adoçantes surgem como alternativas frequentes, oferecendo doçura com menor impacto energético.
Adoçantes mais procurados
No Brasil, diversos edulcorantes estão disponíveis, cada um com características próprias:
- Sacarina: muito doce e de baixo custo; teve limites de uso reduzidos pela Anvisa devido ao alto teor de sódio e resultados negativos em pesquisas.
- Ciclamato: também de alto poder adoçante; igualmente teve restrições impostas pela Anvisa pelos mesmos motivos.
- Aspartame: amplamente empregado em bebidas e alimentos; possui baixo valor calórico, mas não é indicado para pessoas com fenilcetonúria.
- Sucralose: derivada da cana-de-açúcar, não calórica, estável em altas temperaturas.
- Acessulfame-K: adoçante artificial comum em produtos industrializados.
- Estévia (stevia): de origem vegetal e sem calorias, apresenta sabor muito mais doce que o açúcar.
- Xilitol e eritritol: considerados álcoois de açúcar, com menor impacto glicêmico; podem causar desconforto gastrointestinal em algumas pessoas.
Apesar da variedade, todos os adoçantes requerem moderação. Substâncias com poder adoçante muito elevado, como a estévia e a sucralose, podem alterar a percepção de doçura ao longo do tempo, levando o consumidor a preferir alimentos cada vez mais doces. Diante disso, a escolha ideal depende das necessidades pessoais, da rotina alimentar e do equilíbrio entre sabor, calorias e impacto no organismo.






