Atualmente, o Bolsa Família atende 18,7 milhões de famílias, um aumento de quase 420% em relação a 2004. As despesas mensais do programa também cresceram significativamente, passando de R$269 milhões em 2004 (equivalente a R$1,32 bilhão corrigidos pela inflação) para R$13 bilhões em 2026.
O número de beneficiários atingiu seu ápice em setembro de 2023, com 21,5 milhões de famílias, enquanto os gastos naquele mês chegaram a R$14,7 bilhões.
O programa foi criado no início do governo Lula e, na época, atendia 3,6 milhões de famílias. Em 2004, 28% da população brasileira vivia em situação de pobreza e 9% em extrema pobreza, cenário que motivou a implementação de políticas de transferência de renda como instrumento de inclusão social e combate à desigualdade.
Dependentes do Bolsa Família
O Bolsa Família atende majoritariamente famílias chefiadas por mulheres, que representam 83,5% dos beneficiários, e inclui 73% de pessoas negras ou pardas.
Pesquisas da Fundação Getulio Vargas em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social apontam que 60,7% dos participantes deixam o programa ao longo de dez anos, indicando que a transferência de renda contribui para a mobilidade socioeconômica.
Para aperfeiçoar a identificação de pessoas em situação de vulnerabilidade, ajustes no Cadastro Único (CadÚnico) têm sido realizados, permitindo que os recursos cheguem com mais precisão a quem mais precisa.
Saída das famílias
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) mostram que, em 2025, cerca de 1 milhão de famílias deixou de receber o benefício ao garantir emprego formal ou renda estável.
Entre 2023 e 2024, aproximadamente 8,6 milhões de brasileiros saíram da pobreza, enquanto 1,9 milhão deixou a extrema pobreza, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE.
Nesse período, a proporção da população em situação de pobreza caiu de 27,3% para 23,1%, e a de extrema pobreza recuou de 4,4% para 3,5%. Apesar desses avanços, milhões de pessoas ainda vivem em condições de vulnerabilidade social.






