O avanço da modernização tem possibilitado que um número crescente de empresas adote o modelo de home office, que permite que seus funcionários tenham mais autonomia na rotina e e maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Mas apesar dos benefícios do modelo, ele infelizmente ainda enfrenta resistência de muitos gestores, que temem que a produtividade seja afetada no processo e chegam até mesmo a citar a cultura organizacional como impeditivo, valorizando a jornada presencial como solução.
Por isso, com a decisão de muitas empresas de retomar o modelo tradicional, profissionais de diferentes áreas têm decidido abandonar suas carreiras, citando diferentes impeditivos para seguir no regime presencial, tais como:
- Longo tempo de deslocamento em transportes lotados;
- Medo de assaltos;
- Casos recorrentes de assédio no transporte público e/ou no trabalho;
- Enchentes e imprevisibilidades;
- Tempo longe da família, dificultando a conciliação entre o trabalho e as responsabilidades do lar.
De acordo com dados do Ministério do Trabalho, só em 2024, mais de 8,5 milhões de trabalhadores deixaram seus empregos por vontade própria, e grande parte deles indicou o fim do home office entre os principais motivos.
Modelo híbrido pode equiparar os interesses de profissionais e empresas
Equilibrando elementos dos regimes presencial e remoto, o modelo híbrido pode ser a solução ideal para empresas que ainda desejam manter o contato presencial de forma estratégica sem correr o risco de perder profissionais no processo.
Afinal, os benefícios do home office ainda serão preservados, mas distribuídos ao longo da semana através de escalas definidas previamente. E em certos casos, as idas ao escritório podem ocorrer poucas vezes por semana.
Desta forma, é possível equilibrar os interesses de ambos os lados, mantendo a produtividade, reduzindo a rotatividade e promovendo um ambiente de trabalho mais saudável e sustentável a longo prazo, fortalecendo a assim cultura organizacional.






