De acordo com o relatório “The Carbon Footprint of Gaming”, elaborado pela empresa francesa Greenly, a produção e o transporte de jogos físicos geram um impacto ambiental significativamente maior do que a distribuição digital, chegando a ser até 100 vezes mais nocivo.
O estudo aponta que fabricar e embalar um milhão de discos resulta em cerca de 312 toneladas de dióxido de carbono, enquanto o download digital do mesmo número de cópias de um jogo de 70GB emite apenas 3 toneladas de CO₂. Embora a escolha entre formatos físico e digital dependa de hábitos pessoais e gerações, a pesquisa indica que a versão digital é consideravelmente mais sustentável.
Efeitos dos jogos
A autora do relatório ressaltou que, apesar de o jogo em nuvem poder causar impacto ambiental significativo devido ao funcionamento contínuo de servidores de alta demanda energética, o efeito ambiental da produção de jogos físicos continua sendo relevante e não deve ser negligenciado.
Já o download digital restringe-se ao consumo de eletricidade doméstico, sem gerar as emissões associadas à fabricação de discos e embalagens. Essas etapas, somadas à produção de consoles, figuram entre os processos de maior impacto ambiental na indústria de videogames.
Recomendações
O estudo também propõe medidas para que as empresas reduzam suas emissões de carbono, como programas de reciclagem e reaproveitamento de componentes, modos de economia de energia nos consoles configurados por padrão e otimização de jogos para menor consumo de eletricidade.
Além disso, ressalta a importância de adotar estratégias de sustentabilidade em todas as etapas, desde o design dos produtos até sua distribuição. O relatório reforça que a preferência pelo formato digital não apenas oferece conveniência aos consumidores, mas também representa um avanço significativo na redução do impacto ambiental da indústria de videogames, apontando caminhos para uma produção mais sustentável.






