Quatro pessoas perderam a vida e outra segue desaparecida após uma onda de grande força atingir um grupo de banhistas em uma piscina natural de água salgada situada na costa de Tenerife, nas Ilhas Canárias, na Espanha.
O episódio foi registrado por volta das 16h do domingo, 7 de dezembro, na área denominada Charco/Isla Cangrejo, localizada em Los Gigantes, uma região amplamente frequentada por turistas, sobretudo estrangeiros.
Invasão da piscina natural
As condições do mar eram consideradas extremamente adversas no momento do acidente, com aviso oficial de forte agitação e ondas que ultrapassavam quatro metros. Por esse motivo, o acesso à piscina natural estava interditado desde o início de dezembro. Mesmo assim, parte dos banhistas desrespeitou as barreiras físicas e a sinalização de risco, permanecendo no local quando a onda avançou sobre a área rochosa e os arrastou para o mar aberto.
As equipes de salvamento acionaram helicópteros, motos aquáticas e embarcações para realizar as buscas. No próprio domingo, foram localizados três corpos — dois homens, de 35 e 55 anos, além de uma terceira vítima cuja identidade não foi informada. Outros feridos foram encaminhados a unidades de saúde da região. A quarta vítima, retirada do mar em parada cardiorrespiratória e transportada de helicóptero para um hospital, não resistiu aos ferimentos e morreu na noite de segunda-feira.
Segundo as autoridades, entre os mortos há turistas estrangeiros, incluindo dois cidadãos romenos e uma mulher de nacionalidade eslovaca. As buscas pela pessoa que permanece desaparecida continuam, enquanto outros feridos seguem sob acompanhamento médico.
Riscos nas Ilhas Canárias
O prefeito de Santiago del Teide reiterou a importância de que visitantes e moradores cumpram as restrições impostas em áreas litorâneas consideradas inseguras, lembrando que recursos como placas de advertência, barreiras de contenção e avisos meteorológicos são adotados justamente para prevenir acidentes graves.
Representantes das autoridades regionais acrescentam que episódios de ondas muito altas são frequentes no litoral das Canárias durante o inverno atlântico e podem superar tanto formações rochosas quanto muros de proteção de piscinas naturais, criando situações de risco elevado mesmo quando o mar aparenta estar mais calmo instantes antes do impacto.





