A maioria dos brasileiros demonstra reprovação à ostentação associada a líderes religiosos e se posiciona de forma contrária à isenção de impostos concedida a igrejas e templos, avaliando que privilégios fiscais desse tipo não se justificam. Essa percepção é compartilhada por diferentes segmentos da sociedade.
Essas conclusões fazem parte de uma pesquisa nacional de opinião pública encomendada pelo ICL e realizada pela Ágora Consultores, com divulgação inicial pela Revista Liberta.
O levantamento foi conduzido entre os dias 17 e 23 de novembro de 2025 e ouviu 9.497 pessoas com 16 anos ou mais, de diversas classes sociais e regiões do país, por meio de painel on-line com amostragem estratificada.
Impostos para igrejas
- Tributação geral: 60% dos entrevistados defendem que todas as instituições religiosas devem pagar impostos; dentro desse grupo, 35% também apoiam maior fiscalização financeira.
- Apoio ampliado: O índice favorável à cobrança sobe para 71% ao incluir quem defende tributação com exceções, como isenção para pequenas igrejas e templos.
- Ostentação: 62% consideram “absurda” a ostentação de líderes religiosos (viagens de helicóptero, avião ou iate); 28% dizem que depende da origem dos recursos; 8% veem como normal.
- Recorte religioso: Entre ateus, 83% defendem cobrança para todos os templos e 72% apoiam maior fiscalização. Entre evangélicos, 33% defendem cobrança irrestrita e 46% veem a isenção como essencial à liberdade religiosa. Entre católicos, 57% são favoráveis à tributação em qualquer cenário.
- Recorte ideológico: 87% dos que se identificam como de esquerda defendem a cobrança em todos os casos; entre os de direita, o índice é de 34%, com 42% favoráveis à isenção.
- Consenso transversal: A normalização da ostentação por líderes religiosos é rejeitada pela maioria em todos os grupos, com aceitação variando de 2% a 13%.
O estudo apresenta nível de confiança de 95% e margem de erro de um ponto percentual, além de ter passado por processos de ponderação, calibração e controle de qualidade, assegurando consistência estatística aos resultados.





