A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma medida de recolhimento imediato de unidades de canela em pó da empresa Kodilar após análises laboratoriais detectarem a presença de pelos de roedores e fragmentos de mamíferos não identificados no produto.
A decisão, divulgada no Diário Oficial da União, também suspende a comercialização, distribuição, divulgação e uso do lote 444/02 em todo o Brasil.
A medida foi tomada após inspeções apontarem falhas sanitárias consideradas graves, levantando preocupações sobre segurança alimentar e controle de qualidade em produtos amplamente consumidos no país.
Laudo técnico apontou risco à saúde humana
A análise foi realizada pela Fundação Ezequiel Dias, laboratório de referência em Minas Gerais, que classificou o produto como impróprio para consumo diante da presença de matérias estranhas acima dos padrões permitidos pelas normas brasileiras.
Segundo o relatório, foram encontrados pelos de roedores e outros fragmentos de origem mamífera não identificada, configurando uma violação sanitária séria.
Esse tipo de contaminação representa risco potencial à saúde, já que pode indicar contato com ambientes insalubres, armazenamento inadequado ou falhas severas no processo industrial.
Falhas sanitárias expõem vulnerabilidades na cadeia de produção
A presença de contaminantes físicos em alimentos industrializados geralmente está relacionada a deficiências em etapas como fabricação, transporte, armazenamento ou controle de pragas.
No caso da canela recolhida, a infração à RDC nº 623/2022 evidencia descumprimento das boas práticas obrigatórias para garantir higiene, qualidade e segurança alimentar.
Esse regulamento determina padrões rígidos para prevenir contaminações e proteger o consumidor, especialmente em produtos de grande circulação.
Consumidores devem verificar embalagens e suspender uso
Quem adquiriu canela em pó da marca afetada deve conferir imediatamente o lote presente na embalagem. Caso corresponda ao lote 444/02, a orientação é interromper o consumo e buscar informações junto aos canais oficiais da fabricante.
Mesmo pequenas quantidades contaminadas podem representar exposição desnecessária a agentes nocivos, tornando essencial o descarte ou devolução conforme orientações sanitárias.
Ausência de posicionamento da empresa gera expectativa
Até o momento, a empresa responsável não apresentou resposta pública sobre o ocorrido. A falta de esclarecimentos aumenta a preocupação entre consumidores e especialistas, que aguardam informações sobre a origem da contaminação, eventuais falhas estruturais e medidas corretivas.
A transparência nesse processo será fundamental para restaurar a confiança do mercado e assegurar que novos episódios semelhantes sejam evitados.
A atuação da Anvisa busca impedir que mercadorias potencialmente perigosas permaneçam em circulação e reforça a responsabilidade das empresas em manter padrões rigorosos de higiene.





