O peixe ocupa um lugar importante na alimentação dos brasileiros. Presente no prato do dia a dia, nas receitas regionais e nos menus mais elaborados, ele é associado a uma dieta leve, nutritiva e rica em proteínas de alta qualidade, além de gorduras benéficas como o ômega-3.
No entanto, especialistas alertam que nem todas as espécies consumidas com frequência são tão inofensivas quanto parecem. Alguns peixes podem carregar riscos invisíveis, especialmente quando ingeridos com regularidade e sem variação no cardápio.
Peixes que escondem perigo, mas são muito consumidos
Um exemplo é o peixe-espada, bastante valorizado pela carne firme e pelo uso em preparações grelhadas. Apesar do sabor, trata-se de uma espécie que acumula altos níveis de mercúrio ao longo da vida.
Esse metal pesado pode afetar o sistema nervoso e representa um risco maior para gestantes, crianças e idosos. O consumo ocasional não costuma causar problemas, mas a ingestão frequente merece cautela.
Outro peixe muito popular é o atum, consumido tanto fresco quanto enlatado. Espécies maiores, comuns em sashimis e pratos sofisticados, concentram mais mercúrio devido ao tamanho e à posição no topo da cadeia alimentar.
Embora seja nutritivo, o excesso pode reduzir seus benefícios. A recomendação é alternar com peixes menores e variar as fontes de proteína.
A garoupa, conhecida pela carne branca e macia, também entra na lista de atenção. Por viver muitos anos, ela tende a acumular contaminantes presentes no ambiente marinho.
Além da questão de saúde, há ainda o impacto ambiental, já que a pesca excessiva ameaça a população da espécie em algumas regiões.
Badejo e pescada também são peixes que oferecem riscos
O badejo segue uma linha semelhante. Bastante presente em restaurantes, é um peixe predador que pode concentrar metais pesados. Consumido esporadicamente, não costuma trazer prejuízos, mas não deve ser a principal escolha semanal.
Já a pescada de grande porte, muitas vezes vista como opção leve, pode conter níveis mais elevados de contaminantes quando comparada às versões menores. O tamanho influencia diretamente o acúmulo dessas substâncias.
O dourado-do-mar, comum em determinadas áreas do país, também exige moderação. Predador e de crescimento prolongado, pode reter mercúrio, especialmente se capturado em águas poluídas.
Por fim, o cação merece atenção especial. Frequentemente vendido sem identificação clara, ele pode ser carne de tubarão, o que dificulta o controle de origem. Além disso, apresenta altos níveis de mercúrio.
A principal orientação dos especialistas é simples: variar o consumo, priorizar peixes menores e evitar a repetição frequente das mesmas espécies. Assim, é possível aproveitar os benefícios do peixe sem expor a saúde a riscos desnecessários.






