Em muitos lares do país, há um peixe que chega à mesa com frequência. Ele é barato, fácil de encontrar e aparece como alternativa rápida para quem busca variar o prato do dia.
O que quase ninguém imagina é que, por trás dessa carne tão comum nas peixarias, existe uma história pouco divulgada. A origem desse peixe levanta alertas ambientais e de saúde, o que torna essencial prestar atenção antes de incluí-lo no cardápio.
Esse tipo de peixe é muito comum nas mesas brasileiras, mas sua origem é arrepiante e poucos sabem
O peixe em questão é o cação. O nome parece inofensivo e costuma ser tratado como se fosse uma espécie simples. Só que não é.
No Brasil, o termo funciona como um rótulo genérico para diferentes tubarões de pequeno e médio porte. Isso significa que o consumidor compra tubarão sem saber exatamente qual.
Essa indefinição cria um cenário opaco. Muitas espécies usadas como cação estão ameaçadas e chegam ao mercado sem identificação precisa.
A falta de clareza dificulta a fiscalização e impede o consumidor de saber se está adquirindo um produto obtido de forma sustentável.
Outro ponto que costuma passar despercebido é o risco ligado à saúde. Tubarões ocupam o topo da cadeia alimentar e vivem por longos períodos.
Nesse tempo, acumulam metais pesados presentes no ambiente, entre eles o mercúrio. Essa substância pode causar danos neurológicos e comprometer o desenvolvimento de fetos, além de afetar rins e funções cognitivas.
Pessoas que consomem cação com regularidade ficam mais expostas a esses efeitos, sobretudo gestantes, crianças e quem já tem condições de saúde que exigem atenção.
Cuidados necessários com o peixe
Há ainda a questão da conservação. Sem saber a espécie exata nem sua rota até o mercado, o consumidor encontra dificuldade para avaliar se o peixe foi mantido em boas condições.
Erros no armazenamento podem aumentar o risco de contaminação, que muitas vezes só se revela no momento do preparo.
Quem decide consumir cação precisa redobrar o cuidado. A recomendação é comprar apenas de locais que informam claramente a origem do pescado. A carne deve estar firme, com cheiro suave e bem refrigerada.
No preparo, vale priorizar métodos que cozinhem a peça por completo. Também ajuda buscar alternativas mais sustentáveis, já que muitos tubarões enfrentam queda acentuada nas populações.
Entender o que está por trás desse peixe tão presente no dia a dia é o primeiro passo para escolhas mais seguras e responsáveis.






