Nos últimos anos, o Brasil tem observado um aumento significativo de fraudes digitais e ataques cibernéticos. Golpes bancários, clonagem de contas, engenharia social e vazamentos de dados já impactaram milhões de pessoas e empresas em diferentes setores. Com o avanço da inteligência artificial, essas ameaças tornaram-se mais complexas, incluindo o uso de deepfakes, exploração de APIs e comprometimento de credenciais.
Nesse cenário, eventos internacionais, como o Slush 2025, realizado em Helsinque, Finlândia, fornecem perspectivas sobre as tendências globais em cibersegurança. Uma análise do Opice Blum, que avaliou 48 startups de segurança digital presentes no evento, identificou soluções alinhadas aos desafios enfrentados pelas empresas brasileiras.
Fraudes digitais e segurança na internet
- Detecção e resposta inteligente: uso de IA para priorizar alertas, correlacionar eventos e automatizar respostas a incidentes, reduzindo o tempo de contenção de ataques como ransomware e brute force.
- Proteção de identidade e credenciais: autenticação sem senha, biometria, verificação contínua e monitoramento comportamental para combater fraudes como SIM swap, roubo de perfis e acessos não autorizados, consolidando a identidade segura como pilar de governança.
- Prevenção de fraudes digitais: análise comportamental em tempo real, detecção de deepfakes, monitoramento de canais de comunicação e verificação de autenticidade de conteúdo e identidade, essenciais em países com alta incidência de golpes financeiros virtuais.
- Proteção de APIs e infraestrutura: DevSecOps, segurança de APIs e testes contínuos para identificar vulnerabilidades em sistemas web e integrações com terceiros, prevenindo vazamentos e sequestros corporativos.
- Segurança em inteligência artificial: ferramentas para testar modelos contra ataques, monitorar uso, reduzir vieses e atender a regulações como o AI Act, fundamentais para empresas que dependem de IA em processos críticos.
As tendências observadas no Slush 2025 indicam que o futuro da cibersegurança se apoia em três pilares: identidade segura, automação inteligente e governança de IA. Para organizações brasileiras, a adoção dessas frentes contribui para redução de riscos, aprimoramento da prontidão operacional e preparação para um ambiente em que a questão não é se haverá incidentes, mas quanto tempo será necessário para respondê-los.





