Em resposta às recentes oscilações nas alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o Nubank informou, nesta segunda-feira (30), que irá reembolsar integralmente os valores pagos a mais por clientes do segmento Ultravioleta — voltado ao público de alta renda — que utilizaram a conta global entre os dias 23 de maio e 26 de junho deste ano.
A medida abrange operações impactadas por um decreto do governo federal que aumentava o imposto sobre transações de câmbio, mas que acabou sendo revogado pelo Congresso Nacional na última semana.
O Ministério da Fazenda, no entanto, ainda cogita levar o caso ao STF (Supremo Tribunal Federal), caso receba sinal verde da AGU (Advocacia-Geral da União).
Reembolso automático até o fim da semana
O Nubank esclareceu que os valores correspondentes ao IOF excedente serão creditados automaticamente na conta dos clientes Ultravioleta, em reais, sem necessidade de solicitação por parte dos usuários. A restituição será concluída até o final desta semana.
Além disso, o banco digital anunciou uma mudança estratégica que promete beneficiar quem realiza operações internacionais: a eliminação total do spread cambial nas conversões de reais para mais de 40 moedas estrangeiras dentro da conta global Ultravioleta.
Conversões internacionais com custo zero
Segundo o Nubank, a isenção do spread cambial é válida por tempo indeterminado para compras de moeda estrangeira com pagamento em real brasileiro. Antes da nova política, o spread aplicado variava de 0,8% (para dólar, euro e libra esterlina) até 2,62% para outras divisas.
Essa mudança coloca o banco digital em um patamar competitivo no cenário das fintechs globais, ao reduzir significativamente os custos de clientes que fazem viagens internacionais, compras em moedas estrangeiras ou investimentos fora do país.
Mercado digital reage à queda do IOF
O movimento do Nubank vem na esteira da derrubada legislativa do decreto que aumentava o IOF e ocorre em sintonia com outras instituições financeiras digitais. O Mercado Pago, do Mercado Livre, também anunciou no fim de junho a eliminação do spread cambial para compras internacionais feitas com seu cartão de crédito.
O cenário de instabilidade regulatória e a reação rápida das fintechs indicam uma tendência de recalibração das taxas de conversão cambial como diferencial de mercado, especialmente no segmento de alta renda digital.
* Com informações da Folha de S.Paulo





