O preço do gás de cozinha terá um novo reajuste a partir desta quarta-feira (10), afetando de forma direta o orçamento dos moradores. Atualmente, o valor do botijão de 13 kg varia entre R$ 105,00 e R$ 150,00, com acréscimo médio estimado em R$ 5,00, aplicado pelas 11 distribuidoras que operam em território nacional.
Em Minas Gerais, a maior parte das vendas ocorre por meio de entrega domiciliar, representando cerca de 80% das transações, enquanto apenas 20% dos consumidores optam pela retirada direta nas revendedoras. Com o reajuste, a diferença entre essas modalidades pode se tornar ainda mais significativa, uma vez que o custo logístico é incorporado ao preço final do produto.
Reajuste do gás
Com o reajuste, a diferença de custos entre as modalidades de compra tende a se intensificar, já que os gastos com logística passam a influenciar diretamente o preço final do botijão. Além desse aumento imediato, os consumidores enfrentarão, a partir de 2026, a elevação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, incluindo o gás de cozinha, conforme resolução do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Para o de cozinha, o acréscimo estimado é de R$ 1,05 por botijão, enquanto gasolina e diesel também sofrerão reajustes em seus preços. O ICMS representa um dos principais componentes do valor final do produto, e o aumento programado intensifica a pressão sobre os consumidores, com impactos potenciais em setores que dependem do gás, como alimentação, restaurantes e serviços em geral.
Como o valor é escolhido?
Desde o início do governo Lula, a Petrobras deixou de adotar a política de paridade internacional de preços (PPI), passando a definir os valores do gás com base nos custos internos e na garantia do abastecimento nacional.
Para amenizar os impactos, especialistas recomendam planejar o uso do fogão, evitar desperdícios, checar vazamentos e considerar alternativas como fogões elétricos ou de indução, embora o custo ainda seja impeditivo para muitos.





