Mais Tendências - Tribuna de Minas
  • Cidade
  • Contato
  • Região
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura
  • Empregos
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados

Novo superfungo chega ao Brasil e traz risco de infecção resistente

Por Leticia Florenço
09/12/2025
Em Colunas, Mais Tendências
0
fungo

Novo superfungo? Muitas pessoas já tiveram aquela pequena coceira na virilha ou nas axilas e trataram com cremes antifúngicos comuns. Mas em alguns casos recentes, os sintomas não desaparecem. Pelo contrário, manchas aumentam, ardem, inflamam e retornam mesmo após meses alternando medicamentos.

Esse é o sinal do Trichophyton indotineae, um dermatófito altamente resistente que tem chamado atenção internacional por sua capacidade de driblar tratamentos convencionais.

Expansão internacional do superfungo

O fungo foi identificado pela primeira vez na Índia, em 2014, e desde então passou por mutações que aumentaram sua resistência.

Um estudo publicado na revista Emerging Infectious Diseases mostrou que, entre 2017 e 2024, o T. indotineae esteve presente em 38% dos casos de dermatófitos isolados no Reino Unido, somando 157 casos confirmados.

A propagação não se limitou a Londres, atingindo várias cidades britânicas, e tem se tornado cada vez mais frequente nos exames de rotina de consultórios e hospitais.

Chegada ao Brasil

Curiosidade legal

Surpreenda-se ⚖️

Empilhar pedras é crime no Brasil; entenda
Ler matéria
X

Surpreenda-se ⚖️

Ler matéria

Em 2023, o Brasil registrou seu primeiro caso da espécie resistente. Um brasileiro que retornou de Londres apresentou lesões persistentes, que resistiram a tratamentos tradicionais.

O padrão se repetiu: melhora parcial com medicamentos convencionais, seguida de recaídas. O diagnóstico preciso foi essencial para que tratamentos alternativos fossem utilizados, embora o risco de recorrência continue alto.

Por que o superfungo preocupa tanto?

O T. indotineae não costuma causar morte, mas seu impacto na qualidade de vida é significativo. As lesões podem se tornar extensas, dolorosas e de difícil manejo.

O problema é agravado por práticas comuns:

  • Uso indiscriminado de antifúngicos, muitas vezes combinados com corticoides.
  • Automedicação com cremes comprados sem prescrição.
  • Diagnóstico errado, confundindo o fungo resistente com micoses simples.

Esses fatores não apenas dificultam o tratamento, como também estimulam o surgimento de resistência.

Fatores que contribuem para a resistência

Vários elementos explicam o surgimento e a propagação de fungos resistentes:

  1. Uso exagerado de antifúngicos em humanos e na agricultura.
  2. Más práticas de prescrição e automedicação, especialmente com corticoides combinados, que mascaram os sintomas.
  3. Mudanças climáticas que favorecem a proliferação de fungos em regiões mais quentes e úmidas.

O resultado é uma infecção antes considerada simples se tornando um verdadeiro desafio médico.

Como se proteger e prevenir infecções resistentes

Com a circulação crescente de T. indotineae, medidas básicas de higiene se tornam essenciais:

  • Secar bem áreas úmidas: Virilha, axilas e entre os dedos dos pés.
  • Evitar compartilhar itens pessoais: Toalhas, roupas íntimas, bonés e sapatos.
  • Preferir roupas leves e sapatos ventilados: Evitando tecidos sintéticos que retêm suor.
  • Usar chinelos em ambientes compartilhados e úmidos: Como piscinas, saunas e vestiários.
  • Procurar atendimento médico cedo: Ao notar descamação, coceira ou vermelhidão persistente, mesmo que os sintomas melhorem temporariamente. Seguir o tratamento corretamente até o fim é fundamental.

Pesquisadores alertam que os casos na América do Sul podem estar subnotificados, devido a erros de identificação laboratorial e confusão com micoses comuns.

O cenário reforça a importância de diagnóstico precoce, tratamento adequado e atenção à higiene pessoal, especialmente em um contexto de aumento global de fungos resistentes.

O Trichophyton indotineae é um alerta: o que parecia apenas uma coceira inofensiva pode se transformar em um desafio crescente para a saúde pública.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
LogoCaro leitor,

O acesso ao conteúdo será liberado imediatamente após o anúncio.

Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

Próximo post
motoristas de apps

Governo anuncia plano para garantir piso mínimo a entregadores e motoristas de apps

Confira!

Tapete - Reprodução/Unsplash/Francesca Tosolini

O elemento que está tomando o lugar do tapete nas salas em 2026

28/05/2026
Preço do whey dispara quase 90% e consumidores buscam alternativas

Preço do whey dispara quase 90% e consumidores buscam alternativas

28/05/2026
Google restaura prédio brasileiro de 127 anos ao anunciar centro de pesquisa

Google restaura prédio brasileiro de 127 anos ao anunciar centro de pesquisa

28/05/2026

Copyright Tribuna de Minas. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a autorização escrita da Tribuna de Minas

Contato

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Tribuna de Minas