Desde 1º de janeiro de 2026, o salário mínimo brasileiro passou a vigorar no valor de R$ 1.621,00. O montante representa um reajuste de 6,8% em comparação ao piso anterior, que era de R$ 1.518,00.
Na prática, o aumento corresponde a um acréscimo mensal de R$ 103 no rendimento de milhões de trabalhadores com carteira assinada, além de aposentados e beneficiários de programas vinculados ao mínimo nacional.
Considerando a jornada padrão prevista na legislação trabalhista, o novo valor equivale a aproximadamente R$ 54,04 por dia e cerca de R$ 7,37 por hora trabalhada.
A atualização segue a política permanente de valorização do salário mínimo adotada pelo governo federal. O modelo combina dois indicadores econômicos.
Salário mínimo
O primeiro é a reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acumulado até novembro do ano anterior. O segundo é o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) registrado dois anos antes, neste caso o desempenho da economia em 2024.
A lógica da fórmula é assegurar a preservação do poder de compra e, sempre que houver expansão econômica, permitir ganho real acima da inflação.
Apesar desse mecanismo, o novo arcabouço fiscal estabelece limites para o aumento real. Mesmo que o PIB apresente crescimento expressivo, a elevação acima da inflação fica restrita a um teto de 2,5% ao ano.
Dessa forma, o modelo busca equilibrar a política de valorização do salário mínimo com as regras de responsabilidade fiscal, impondo moderação aos reajustes para evitar impactos mais amplos nas despesas públicas.
Outros pisos
Além do piso nacional, alguns estados mantêm salários mínimos regionais superiores para categorias que não possuem convenção ou acordo coletivo específico. Em São Paulo, o piso estadual alcança R$ 1.806,00 em 2026.
No Paraná, as faixas variam entre R$ 1.984,16 e R$ 2.275,36. No Rio Grande do Sul, os valores vão de R$ 1.789,04 a R$ 2.267,21. Já em Santa Catarina, os pisos variam entre R$ 1.730,00 e R$ 1.978,00, conforme o setor econômico.






