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Novas redes sociais que estão bombando e você ainda não conhece

Por Leticia Florenço
31/07/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Redes Sociais - Reprodução/Unsplash

Redes Sociais - Reprodução/Unsplash

Em meio a uma internet dominada por gigantes como Instagram, TikTok e X (antigo Twitter), uma nova geração de redes sociais começa a surgir, trazendo propostas diferentes, mais humanas, mais criativas e, sobretudo, menos nocivas.

O anúncio do retorno do Orkut, feito em 2025 pelo próprio criador da lendária plataforma, reacendeu a discussão sobre o verdadeiro propósito das redes sociais. E mais: deu espaço para que outras alternativas também ganhassem holofotes.

Essas novas redes desafiam o modelo tradicional baseado em algoritmos, publicidade invasiva, coleta de dados e estímulo ao consumo. Em vez disso, propõem experiências digitais mais saudáveis, transparentes e voltadas à autenticidade.

Se você ainda está preso às plataformas convencionais, está na hora de conhecer as novidades que vêm conquistando milhões de usuários pelo mundo.

Threads

Lançado em julho de 2023 pela Meta (empresa por trás do Facebook, Instagram e WhatsApp), o Threads surgiu como uma alternativa mais “pacífica” e integrada ao universo Meta para quem buscava o dinamismo do antigo Twitter, mas com menos ruído e mais controle.

A interface se assemelha à do X, mas com foco em postagens de texto, permitindo também vídeos e imagens. O login pelo Instagram facilita a transição, mantendo o nome de usuário e seguidores. Além disso, há diretrizes mais rígidas para controle de discurso de ódio e privacidade.

Mesmo sendo recente, o Threads bateu recorde de adesão nas primeiras 24 horas após o lançamento, tornando-se o aplicativo de crescimento mais rápido da história até então.

NoPlace –

Lançado em 2024, o NoPlace viralizou entre adolescentes e jovens adultos ao resgatar um formato que mistura nostalgia e personalização extrema. Com uma proposta inspirada no antigo MySpace, o app elimina fotos do feed e foca totalmente em textos.

Cada perfil é altamente customizável com cores, fontes e layouts únicos. O algoritmo praticamente não interfere: a descoberta de conteúdo é feita por tags, e os interesses do usuário moldam sua experiência de forma mais orgânica.

Sem foco em números de seguidores ou curtidas, o NoPlace estimula conversas sinceras e a expressão pessoal, com mais profundidade e menos aparência.

Lemon8

Desenvolvido pela ByteDance (a mesma empresa do TikTok), o Lemon8 foi lançado em 2020 e vem crescendo de forma significativa nos últimos anos. A proposta é simples: reunir o melhor da estética do Instagram com a organização temática e inspiracional do Pinterest.

Ideal para quem gosta de moda, beleza, culinária, viagens e bem-estar, o app oferece posts visuais ricos, com legendas explicativas, tutoriais e dicas úteis. A navegação é fluida e baseada nos interesses do usuário, com foco em conteúdo mais elaborado e informativo, não apenas entretenimento superficial.

Apesar de vir da mesma empresa do TikTok, o Lemon8 atrai um público diferente, que busca inspiração mais do que viralização.

Made With Friends

Entre as propostas mais originais, está o Made With Friends (MW/F), uma rede em que o usuário não monta seu próprio perfil. Quem constrói a sua imagem são seus amigos, através de perguntas, enquetes, vídeos e fotos.

A lógica é subverter a autopromoção e permitir que os outros definam como você é percebido. O resultado é uma experiência mais autêntica, menos encenada e mais espontânea.

O crescimento do app tem sido impulsionado por conteúdos virais no TikTok, e sua base de usuários jovens se expande rapidamente, justamente por oferecer uma alternativa à pressão da autoimagem nas redes tradicionais.

Airchat

Em um mundo dominado por textos curtos e vídeos rápidos, o Airchat se destaca ao apostar na voz como principal forma de comunicação. No app, os usuários gravam áudios que são automaticamente transcritos por inteligência artificial, permitindo que o conteúdo seja consumido por leitura ou escuta.

A proposta é devolver à comunicação a emoção, entonação e nuances perdidas na escrita. O ambiente é limpo, minimalista, e privilegia a troca de ideias mais profundas.

Lançado em 2024, o Airchat ainda funciona por convite, o que gera sensação de exclusividade. A rede tem se popularizado entre desenvolvedores, influenciadores e profissionais que buscam conversas mais autênticas e menos filtradas.

Bluesky

Fruto de uma iniciativa liderada por Jack Dorsey, ex-CEO do Twitter, o Bluesky foi construído sobre o Protocolo AT, uma arquitetura aberta que permite aos usuários escolher o algoritmo que preferem usar.

Ao contrário das redes convencionais, o Bluesky dá poder real aos usuários: é possível selecionar quem modera seu conteúdo, quais regras se aplicam ao feed e até migrar seus dados entre servidores.

A proposta é devolver a internet aos seus usuários, com transparência, liberdade de escolha e foco na construção de comunidades saudáveis.

Desde seu lançamento público em 2023, a plataforma atraiu um número expressivo de pessoas em busca de uma alternativa real às redes centralizadas e comerciais.

Jagat

Jagat é uma rede social baseada em geolocalização. Usuários compartilham em tempo real onde estão e podem ver, em um mapa interativo, a localização de seus amigos, o tempo que passaram em determinado local e até a velocidade com que estão se movendo.

Com essa funcionalidade, o app promove encontros espontâneos e conexões presenciais. Também oferece mensagens, chamadas de vídeo e emojis animados que aparecem em tempo real nas telas dos contatos.

Jagat conquistou popularidade após o fim do Zenly, app semelhante que era sucesso entre jovens. Sua proposta divertida e interativa tem conquistado novos adeptos e promete crescer ainda mais.

E o Orkut?

O retorno do Orkut, com relançamento previsto para breve, reacende o desejo por uma rede social centrada em comunidades, fóruns e interesses coletivos.

Em uma carta aberta, o criador Orkut Buyukkokten afirmou que “as redes devem nos servir, não nos manipular, proteger nossos dados, não vendê-los, trazer esperança, e não ansiedade”.

Se mantiver essa filosofia, o novo Orkut pode se tornar mais do que uma lembrança nostálgica, pode ser uma resposta a um modelo digital que, para muitos, já deu o que tinha que dar.

Essas novas redes estão aí, algumas já bombando, outras em ascensão. Talvez seja hora de experimentar algo novo. Afinal, a próxima grande revolução digital pode estar a poucos cliques de distância.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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