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Nova regra do INSS obriga grupo específico a contratar seguro

Por Leticia Florenço
14/04/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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INSS - Reprodução

INSS - Reprodução

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou uma nova portaria que altera significativamente as regras para ocupação de imóveis funcionais sob sua gestão.

A medida, oficializada no Diário Oficial da União, estabelece uma exigência inédita para um grupo específico de moradores e reforça o controle sobre o uso de bens públicos.

Embora o anúncio possa causar preocupação inicial, especialmente entre aposentados e pensionistas, é importante destacar que a mudança não é geral e atinge apenas uma parcela bastante restrita da população.

Quem precisa se preocupar

A nova regra não tem aplicação ampla em todo o país. Ela se destina exclusivamente aos permissionários e ocupantes de imóveis funcionais pertencentes ao INSS localizados no Distrito Federal, especialmente em áreas valorizadas como Asa Sul, Asa Norte e Octogonal.

Esses imóveis são cedidos sob fundamentos específicos e não se enquadram como propriedades privadas. Por isso, os ocupantes estão sujeitos a normas administrativas mais rígidas, que podem ser alteradas conforme a necessidade do órgão público.

Seguro residencial obrigatório

A principal alteração introduzida pela portaria é a obrigatoriedade de contratação de um seguro residencial complementar. Na prática, isso significa que o morador passa a ter a responsabilidade direta de proteger o imóvel contra possíveis danos.

O seguro exigido deve, no mínimo, cobrir:

  • Danos estruturais à unidade
  • Incêndios e riscos associados
  • Situações que possam comprometer a integridade do imóvel

Essa cobertura é considerada essencial para reduzir prejuízos e garantir maior segurança tanto para o patrimônio público quanto para os próprios ocupantes.

Exigência administrativa, não tributária

Um dos pontos mais relevantes da nova regra é sua natureza jurídica. Apesar de gerar um custo adicional, a contratação do seguro não se caracteriza como imposto, taxa ou contribuição obrigatória no sentido tributário.

Trata-se de uma condição administrativa vinculada ao direito de uso do imóvel. Em outras palavras, o ocupante aceita cumprir determinadas exigências em troca da possibilidade de residir em um bem público. Caso essas condições não sejam atendidas, o direito de permanência pode ser revisto.

Prazo e obrigações

A portaria estabelece um prazo relativamente curto para adequação. Os moradores terão até 30 dias, a partir da publicação da norma, para:

  • Contratar o seguro exigido
  • Efetuar o pagamento da apólice
  • Apresentar o comprovante por meio do sistema indicado (SEGOI)

O não cumprimento dessas etapas pode resultar em sanções administrativas, que vão desde advertências até medidas mais severas relacionadas à ocupação do imóvel.

Proteção do patrimônio público como prioridade central

A decisão do INSS não ocorre por acaso. O objetivo principal é fortalecer a proteção do patrimônio público, evitando prejuízos decorrentes de danos internos nos imóveis.

Ao exigir que os ocupantes contratem seguro, o órgão reduz sua exposição a custos com manutenção, reformas e reparos emergenciais. Além disso, a medida incentiva uma maior responsabilidade individual por parte dos moradores, criando um modelo de corresponsabilidade na conservação dos bens.

Impactos financeiros e percepção dos moradores

Mesmo sendo uma medida pontual, o impacto financeiro não pode ser ignorado. A obrigatoriedade do seguro representa mais uma despesa fixa para os ocupantes, que já podem arcar com condomínio, manutenção e outras taxas.

Esse novo custo pode gerar:

  • Reorganização do orçamento doméstico
  • Insatisfação entre moradores
  • Questionamentos sobre o aumento das exigências

Ainda assim, do ponto de vista da administração pública, a medida é vista como necessária para evitar gastos maiores no futuro.

Para quem recebe até 1 salário mínimo

Os depósitos começam no fim de abril e seguem até o início de maio:

  • Final 1 — 24 de abril
  • Final 2 — 27 de abril
  • Final 3 — 28 de abril
  • Final 4 — 29 de abril
  • Final 5 — 30 de abril
  • Final 6 — 4 de maio
  • Final 7 — 5 de maio
  • Final 8 — 6 de maio
  • Final 9 — 7 de maio
  • Final 0 — 8 de maio

Para quem recebe acima de 1 salário mínimo

Neste caso, os pagamentos são agrupados por finais:

  • Finais 1 e 6 — 4 de maio
  • Finais 2 e 7 — 5 de maio
  • Finais 3 e 8 — 6 de maio
  • Finais 4 e 9 — 7 de maio
  • Finais 5 e 0 — 8 de maio

Como consultar seu pagamento

Para saber exatamente quando você vai receber, basta conferir o número final do seu benefício (antes do traço). Essa informação está disponível no cartão do benefício ou no aplicativo oficial do INSS.

Apesar de não atingir a maioria da população, a medida representa um passo importante na forma como o Estado brasileiro gerencia seus bens, equilibrando direitos de uso com deveres de conservação.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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