Após mais de 50 anos desde a última missão lunar tripulada, a NASA prepara-se para enviar astronautas em uma jornada inédita ao redor da Lua.
A missão Artemis II, marcada para fevereiro, promete testar sistemas críticos da espaçonave Orion e do Sistema de Lançamento Espacial (SLS), abrindo caminho para futuros pousos na superfície lunar.
Serão dez dias de viagem, com quatro astronautas viajando a cerca de 9,2 mil km da Lua.
Data da decolagem
Originalmente prevista para o final de abril, a NASA anunciou que pretende antecipar a decolagem para fevereiro. A janela de lançamento poderá abrir já no dia 5, dependendo das condições de segurança e testes finais.
A agência reforça que a prioridade máxima é garantir a integridade da tripulação e a eficácia dos sistemas.
A tripulação da Artemis II
Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, serão os pioneiros da primeira viagem humana além da órbita baixa da Terra desde 1972.
Embora não pousem na Lua, eles se tornarão os mais distantes exploradores humanos desde a Apollo 17, testando a capacidade da Orion em suportar longas viagens no espaço profundo.
Tecnologia e testes críticos
A Artemis II terá como foco principal a avaliação de todos os sistemas do foguete SLS e da cápsula Orion. Desde o lançamento com propulsores sólidos até o complexo “balé espacial” de acoplamento e manobra, cada etapa será meticulosamente observada.
A missão também servirá para treinar a tripulação em procedimentos de proximidade e acoplamento, essenciais para futuras aterrissagens lunares.
A ciência como prioridade
Além de testar equipamentos, os astronautas funcionarão como “cobaias humanas” para estudos de microgravidade e radiação.
Amostras de organoides, cultivadas a partir de células sanguíneas dos tripulantes, serão analisadas antes e depois da viagem, permitindo aos cientistas observar os efeitos do espaço profundo no corpo humano sem riscos à saúde.
Do retorno à preparação da Artemis III
Após a volta de quatro dias da Lua, a Orion reentrará na atmosfera terrestre, com paraquedas permitindo o pouso seguro na costa da Califórnia. O sucesso desta missão determinará a viabilidade da Artemis III, que deverá realizar o primeiro pouso humano na Lua desde a Apollo 17.
No entanto, especialistas consideram a data “não antes de meados de 2027” otimista, devido aos custos e à complexidade tecnológica envolvida.
Combinando exploração científica, avanços tecnológicos e parcerias internacionais, a NASA planeja transformar a Lua em um ponto estratégico para futuras missões a Marte e além, abrindo um novo capítulo na exploração espacial humana.






