Um estudo da Affinity, divulgado no setor de turismo e seguros, evidencia uma diferença significativa entre o aumento das viagens internacionais realizadas por brasileiros e a contratação de seguro viagem.
Em 2025, cerca de 3,05 milhões de pessoas adquiriram o serviço ao viajar para o exterior, enquanto mais de 25,3 milhões embarcaram sem qualquer tipo de cobertura, o que indica baixa adesão ao produto.
A análise combina diferentes bases de dados, cruzando informações da Superintendência de Seguros Privados (Susep), relacionadas à arrecadação do segmento, com estatísticas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre o fluxo de passageiros em viagens internacionais.
Com esses dados, a estimativa do número de apólices foi obtida a partir de um ticket médio praticado no mercado, permitindo projetar o volume aproximado de viajantes segurados no período analisado.
Seguros de viagem esquecidos
Os números ajudam a dimensionar o comportamento do turismo brasileiro em 2025. No período analisado, 28,4 milhões de pessoas viajaram para o exterior, enquanto o transporte aéreo doméstico registrou 101,2 milhões de passageiros.
Mesmo com esse avanço na mobilidade, o setor de seguro viagem movimentou aproximadamente R$ 916,7 milhões, dos quais 94,26% estão ligados a viagens internacionais, o que corresponde a R$ 864,1 milhões.
Na avaliação do setor, a diferença entre o crescimento do número de viagens e a baixa contratação de seguros sugere uma fragilidade na cultura de proteção entre os viajantes brasileiros.
O produto ainda é frequentemente tratado como um recurso opcional, e não como parte estruturante do planejamento de viagens internacionais.
Riscos do comportamento
Comportamento do viajante
- Seguro ainda é tratado como item opcional
- Decisão de contratação influencia o nível de proteção financeira
- Maior adesão pode reduzir vulnerabilidades em imprevistos no exterior
Riscos para viajantes sem seguro
- Altos custos de atendimento médico no exterior
- Despesas com hospitalização e repatriação
- Ocorrências de extravio de bagagem
- Atrasos e cancelamentos de voos
- Possíveis impactos financeiros elevados em situações de emergência





