Nesta quinta-feira (27), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) realizou uma megaoperação interestadual contra o Grupo Refit, que é um dos maiores grupos empresariais do setor de combustíveis, em parceria com a Receita Federal e outras instituições parceiras.
Denominada “Operação Poço de Lobato”, a investigação tem como alvo um sofisticado esquema bilionário de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis envolvendo a empresa, que já teria causado um prejuízo de R$ 26 bilhões aos cofres públicos.
A ação mobilizou aproximadamente 600 agentes para o cumprimento de 126 mandados de busca e apreensão. As operações foram realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Maranhão e no Distrito Federal.
No total, mais de 190 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, são suspeitos de integrar o esquema criminoso. Entre eles, destaca-se o empresário e ex-advogado responsável pelo Refit, Ricardo Andrade Magro, apontado como um dos principais envolvidos.
Conforme relatado pelo portal CNN, a Receita ainda descobriu que o grupo investigado também possui vínculos financeiros com empresas e pessoas associadas à Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025. A Refit, porém, ainda não se pronunciou sobre as acusações.
Ocultação patrimonial: empresa blindava lucros bilionários
Auditores da receita também identificaram que o grupo movimentou mais de R$ 70 bilhões em apenas um ano, mas ocultou e blindou lucros utilizando empresas próprias, fundos de investimento e dezenas de offshores internacionais.
Os valores eram encaminhados para jurisdições como Texas e Delaware, nos Estados Unidos, onde a lavagem dos ativos era realizada de forma facilitada por conta de regras financeiras mais flexíveis.
Como resultado das investigações, os órgãos de execução conseguiram bloquear, de forma cautelar, mais de R$ 10,2 bilhões em bens dos suspeitos, garantindo assim ao menos a recuperação do crédito tributário. Até o momento, não há novas informações sobre as prisões.






