Mais um grupo de fraudes do INSS foi flagrado pela Polícia Federal em uma operação realizada na última terça feira, dia 02 de dezembro.
A ação marcou mais um capítulo na disputa contra esquemas que drenam recursos da Previdência e prejudicam beneficiários que dependem desses pagamentos para sobreviver.
Desta vez, a PF voltou suas equipes para três estados, revelando uma articulação criminosa que vinha atuando de forma silenciosa e sofisticada dentro da estrutura do INSS.
Mais um grupo de fraudes do INSS é flagrado pela Polícia Federal
A investigação, batizada de Operação Túnel Virtual, trouxe à tona um método de atuação que chamou atenção pela ousadia. Segundo a PF, o grupo conseguiu interferir diretamente nos sistemas internos do instituto ao instalar equipamentos eletrônicos escondidos em agências.
Esses dispositivos garantiam acesso remoto às redes do órgão, permitindo que os envolvidos reativassem benefícios que já haviam sido suspensos ou encerrados.
A manobra burlava os protocolos de segurança do INSS e abria espaço para que pagamentos indevidos fossem liberados sem o conhecimento dos servidores responsáveis.
Para completar o esquema, os investigados buscavam formas de obter credenciais legítimas de uso interno.
Em alguns casos, recorriam ao uso de softwares desenvolvidos para capturar informações sigilosas. Em outros, tentavam convencer funcionários a entregar suas senhas em troca de quantias elevadas.
Com essas ferramentas, o grupo conseguiu manipular milhares de registros sem ser percebido por um longo período.
Grupo de fraudes deu prejuízo de R$ 143 bilhões para o INSS
As vítimas eram principalmente os cofres públicos, já que as reativações não tinham qualquer respaldo legal.
O prejuízo estimado chega a R$ 143 milhões de reais, valor que representa pagamentos realizados de forma indevida e que poderiam estar destinados a segurados que realmente dependem desses recursos.
Ao todo, a investigação identificou mais de sete mil reativações irregulares, o que evidencia a escala da operação criminosa.
A ação desta semana resultou no cumprimento de mandados de prisão e de busca em endereços no Pará, em São Paulo e no Ceará. As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal em Belém, que acompanha o caso desde o início.
A operação contou também com o apoio da área de inteligência da Previdência Social, que auxiliou na análise dos acessos suspeitos e na identificação de padrões de fraude.
Com os alvos detidos e o material apreendido, a PF afirma que segue aprofundando as apurações para rastrear possíveis ramificações.
A expectativa é que novas informações ajudem a reforçar mecanismos de proteção, além de coibir tentativas futuras de ataque ao sistema previdenciário.






