Mais de quatro mil dispositivos eletrônicos deixaram de chegar às mãos dos consumidores na semana da Black Friday 2025.
A apreensão aconteceu depois de uma operação conjunta da Anatel com a Receita Federal, que percorreu centros de distribuição ligados a grandes plataformas de comércio eletrônico.
A ação ocorreu na semana passada e teve como foco identificar itens que circulavam sem a homologação exigida para venda no país.
Mais de 4 mil eletrônicos irregulares são barrados na Black Friday
A fiscalização dos eletrônicos alcançou estruturas de distribuição em Araucária, no Paraná, em Brasília e em Franco da Rocha, na região metropolitana de São Paulo.
Ali, as equipes encontraram produtos que exigem certificação por envolverem comunicação sem fio ou conexão à rede elétrica.
Entre os itens retidos estavam carregadores, power banks, câmeras de vigilância, equipamentos de rede, transceptores, relógios inteligentes e dispositivos de TV Box.
Todos esses produtos eletrônicos apresentavam sinais de não conformidade com as regras técnicas que garantem funcionamento seguro e compatível com os padrões brasileiros.
Segundo a Anatel, o procedimento buscou reforçar o controle de qualidade em um período de vendas intensas e evitar a circulação de aparelhos que podem causar riscos como aquecimento excessivo, interferências em outros serviços de telecomunicação ou falhas elétricas.
A agência também apontou que o combate a produtos não homologados ajuda a frear o contrabando e protege tanto consumidores quanto empresas que atuam dentro das normas.
Mesmo com o volume de apreensões, o órgão destacou que o número de produtos irregulares encontrados neste ano ficou muito abaixo do registrado em 2024, quando mais de vinte mil itens foram bloqueados em operação similar.
Plataformas se pronunciaram após apreensão de produtos eletrônicos irregulares
As plataformas envolvidas se manifestaram após o resultado da fiscalização. A Amazon afirmou que exige de seus parceiros todas as certificações necessárias e declarou que segue colaborando com as autoridades.
A Shopee informou que mantém processos internos para coibir anúncios de itens sem homologação e que toma providências sempre que detecta indícios de irregularidade.
Já o Mercado Livre declarou que forneceu à Anatel os dados dos vendedores cujos produtos foram retidos e reforçou que investe em mecanismos de controle para reduzir ao máximo a presença de mercadorias fora do padrão, citando programas de proteção de marca e iniciativas contra pirataria.
A operação encerrou a Black Friday com um recado claro. O crescimento das vendas online exige fiscalização constante e responsabilidade das plataformas, para que ofertas atraentes não escondam riscos que o consumidor não vê.





