O governo federal realizou a atualização da Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção referente a peixes e invertebrados aquáticos, em um movimento que evidencia o aumento da pressão sobre os ecossistemas e a necessidade de equilibrar conservação ambiental e atividades produtivas, com destaque para a pesca.
A revisão ocorre em um contexto em que o Brasil, país com a maior biodiversidade do mundo, contabiliza mais de 1,2 mil espécies ameaçadas em diferentes grupos da fauna.
Entre os principais fatores associados ao risco de extinção estão a pesca intensiva, a poluição, as mudanças climáticas e a perda de habitats naturais.
Lista de ameaçadas
Atualização da lista
- A nova versão substitui a lista anterior, publicada em 2014.
- O processo técnico teve início em 2024 e foi concluído recentemente.
- O total de espécies foi mantido em 490.
- Houve inclusão de 100 novas espécies e exclusão de outras 100.
- O levantamento abrange peixes, tubarões, arraias, estrelas-do-mar e outros invertebrados de ambientes marinhos e de água doce.
Pressões ambientais por ambiente
- Ecossistemas marinhos: maior impacto da pesca, especialmente sobre tubarões e raias.
- Ecossistemas de água doce: principais ameaças incluem barragens e degradação ambiental.
Classificação de risco
- As espécies foram enquadradas em três categorias da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN):
- Vulnerável (VU)
- Em Perigo (EN)
- Criticamente em Perigo (CR)
Critérios de avaliação
- Tamanho das populações.
- Redução populacional ao longo do tempo.
- Distribuição geográfica das espécies.
- Condições e degradação dos habitats.
- Pressões humanas, como pesca e poluição.
Atuação e medidas
O levantamento envolveu a atuação conjunta de órgãos do governo, instituições acadêmicas, representantes da sociedade civil e do setor produtivo, funcionando como referência para a formulação de políticas públicas voltadas à conservação e ao controle ambiental.
Com base nessa revisão, passam a ser aplicadas medidas mais rigorosas de proteção às espécies classificadas em risco, incluindo restrições à captura, ao transporte, à comercialização e ao armazenamento.
Além disso, o plano prevê a elaboração de estratégias específicas de recuperação populacional, com foco em espécies mais vulneráveis ou em situação crítica, buscando reverter processos de declínio.





