A inclusão ou reclassificação de 40 espécies, subespécies e populações nos Apêndices I e II da Convenção marcou a 15ª Conferência das Partes sobre Espécies Migratórias como um dos encontros mais relevantes da história do tratado.
As listas contemplam, respectivamente, espécies ameaçadas de extinção e aquelas que dependem de cooperação internacional para conservação. Do total aprovado, 16 ocorrem no Brasil.
Entre os destaques estão o surubim pintado e o caboclinho do pantanal, inseridos no Apêndice II, além da ariranha, que passou a integrar os Apêndices I e II.
Também foram incluídos no Apêndice I os tubarões raposa e os tubarões martelo, ampliando a proteção internacional de espécies marinhas vulneráveis.
Espécies ameaçadas de extinção
O Brasil liderou ou coliderou 15 propostas e permanecerá na presidência da conferência pelos próximos três anos, período em que acompanhará a implementação das decisões até a realização da COP16, confirmada para 2029, em Bonn, na Alemanha, quando a Convenção completará 50 anos.
- Aprovação de 15 Ações Concertadas e 39 resoluções.
- Aprovação de plano regional para conservação de bagres migratórios da Amazônia, com foco em espécies estratégicas para a segurança alimentar e a economia regional.
- Ampliação do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense.
- Ampliação da Estação Ecológica do Taiamã.
- Criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas.
- Expansão da proteção ambiental em mais de 148 mil hectares nos biomas Pantanal e Cerrado.
- Aprovação de estratégia inédita de mobilização de recursos para apoiar países em desenvolvimento na implementação da Convenção.
- Reforço à proteção de rotas migratórias, corredores ecológicos e conectividade entre habitats.
- Lançamento do Atlas das Rotas Migratórias das Américas, que mapeia 622 espécies e identifica áreas prioritárias para políticas ambientais integradas.
Realizada em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, na região do Pantanal, a COP15 reuniu mais de 2.400 participantes, entre delegações de 132 países, União Europeia, representantes da sociedade civil e especialistas.






