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Líder religioso Paulo Roberto Souza e Silva já sofreu suspensão nos EUA

Por João Carlos Gomes
16/12/2025
Em Geral
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Foto: Reprodução/YouTube

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Fundador e dirigente da igreja Santo Daime Céu do Mar, em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o líder religioso Paulo Roberto Silva e Souza, mais conhecido como Padrinho Paulo Roberto, teve sua prisão preventiva pedida pelo Ministério Público do estado no começo do mês.

De acordo com o que foi veiculado por diversos portais, ele está sendo acusado por sua ex-assistente de crimes como violação sexual mediante fraude e violência psicológica. E vale destacar que esta não é a primeira vez que o religioso é alvo de denúncias deste tipo.

No período entre 2007 e 2008, Roberto chegou a sofrer medidas restritivas nos Estados Unidos por conta de acusações semelhantes, uma vez que autoridades do país alegaram ter identificado “aparência de má conduta sexual numa relação ministerial”.

A denúncia foi feita pela americana Maria del Castillo que em uma carta divulgada pelo jornal O Globo, afirmou ter sofrido os primeiros abusos na varanda de um escritório do líder religioso. Após a apuração do caso, Roberto foi suspenso de algumas atividades da doutrina do Santo Daime no país.

Entretanto, vale ressaltar que a medida teve efeito limitado, já que algum tempo depois, ele voltou não reassumiu a condução de cerimônias, como também voltou a receber doações dos EUA.

Igreja Céu e Mar decide afastar líder religioso

Por conta das novas denúncias, Roberto voltou a perder sua posição na doutrina, tendo o afastamento de suas atividades na igreja Céu do Mar onfirmado no último domingo (14) por meio de um comunicado divulgado pelo Centro Eclético Fluente Luz Universal Sebastião Mota de Melo (CEFLUSMME).

A entidade afirmou repudiar atos de assédio e violência e reafirmou seu compromisso em criar um ambiente acolhedor para os fiéis. Todavia, detalhes sobre o caso envolvendo o líder religioso não foram expostos no comunicado.

Isso porque, de acordo com a CEFLUSMME, o caso tramita em segredo de Justiça, sendo necessário manter o respeito às pessoas envolvidas. Ainda assim, a instituição afirmou que voltará a se manifestar “no momento juridicamente apropriado”.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Jornalista formado pelo Centro Universitário Carioca, criador de conteúdo e músico independente nas horas vagas.

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