Uma brasileira de 29 anos entrou para a história nesta semana ao se tornar bilionária após a valorização acelerada da empresa que ajudou a criar.
O crescimento extraordinário do negócio transformou sua participação societária em um patrimônio estimado em 1,3 bilhão de dólares, de acordo com projeções da Forbes.
A conquista marca a primeira vez que alguém dessa idade, no país, chega ao status de bilionária com uma fortuna construída por conta própria.
Jovem brasileira de 29 anos é a primeira bilionária a construir sua fortuna
A bilionária protagonista desse marco é Luana Lopes Lara, fundadora e diretora de operações da Kalshi.
A empresa, criada em parceria com o libanês Tarek Mansour, opera como uma plataforma onde investidores negociam contratos baseados no resultado de eventos reais que vão de indicadores econômicos a temas culturais.
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Cada contrato funciona como uma aposta regulada sobre o desfecho de um fato futuro, o que transforma a percepção do investidor sobre o mundo em uma posição de mercado.
Com cerca de 12% da companhia, Luana viu sua fatia multiplicar de valor após sucessivas rodadas de investimento que elevaram o preço da startup a onze bilhões de dólares.
Catarinense que se tornou bilionária tentou primeiro carreira de bailarina
A trajetória que levou a catarinense ao setor financeiro começou longe das planilhas e algoritmos. Durante a infância e a adolescência, Luana estudou balé na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, período em que também se destacou em competições de ciências e matemática.
Após concluir a formação, seguiu para a Áustria para dançar profissionalmente, até decidir encerrar a carreira artística e ingressar no Instituto de Tecnologia de Massachusetts.
A mudança de rumo abriu espaço para uma nova parceria. No MIT, ela conheceu Mansour, que tinha experiências pessoais marcadas pela guerra em seu país de origem.
Os dois também dividiram um estágio em Nova York, onde começaram a discutir a criação de um mercado organizado de previsões.
A dupla enfrentou anos de incertezas antes de ver o plano sair do papel. A Kalshi só se tornou viável após uma longa busca por respaldo jurídico, já que o setor não contava com regras claras.
Eles consultaram dezenas de escritórios de advocacia até conquistar a aprovação da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities em 2020. Com a liberação, a empresa finalmente pôde operar e atrair investidores.
Em pouco tempo, as captações cresceram em ritmo acelerado, e o mercado passou a avaliar o negócio como um dos mais promissores da nova geração de plataformas financeiras.
O resultado levou Luana ao topo das listas de empreendedores jovens e consolidou sua posição como a primeira brasileira a atingir o bilhão com uma empresa criada por ela mesma.






