Em publicação nas redes sociais neste domingo (28), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que não haverá greve dos aeronautas no fim de 2025. A decisão decorre da aprovação de um acordo entre o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) e as companhias aéreas, mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Segundo o ministro, o entendimento elimina o risco de paralisações e assegura a continuidade das operações aéreas, com reflexos positivos para o turismo e a mobilidade no país.
A possibilidade de greve havia ganhado força nas últimas semanas devido a impasses nas negociações para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos aeronautas, que reúne pilotos, copilotos e comissários de bordo, válida para os anos de 2025 e 2026.
Greve de aeronautas
A categoria dos aeronautas, representada pelo SNA, havia declarado estado de greve e convocado assembleias para votar sobre uma paralisação que poderia começar em 1º de janeiro de 2026, no auge da temporada de férias e viagens no país. O movimento grevista foi motivado por diversas queixas dos trabalhadores. Entre as principais reivindicações estavam:
- Reajuste salarial acima da inflação, com incorporação de ganho real nos vencimentos.
- Atualização de salários e benefícios, considerados defasados em relação ao aumento da demanda do setor aéreo.
- Melhoria das condições de trabalho, com foco na redução da fadiga operacional.
- Revisão de jornadas extensas e escalas de voo consideradas exaustivas.
- Garantia de medidas voltadas à saúde física e mental dos profissionais.
- Reforço de protocolos de segurança operacional.
- Insatisfação com propostas iniciais apresentadas pelas empresas aéreas, avaliadas como insuficientes.
- Frustração diante do impasse nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho.
- Declaração de “estado de greve” como instrumento de pressão nas negociações.
Desfecho
A solução do impasse ocorreu com a aprovação da nova proposta da CCT, validada por 65,93% dos participantes em votação online realizada entre sábado (27) e domingo (28). Outros 32,77% se posicionaram contrariamente ao acordo, enquanto 1,29% optaram pela abstenção. Diante do resultado, a assembleia presencial que poderia deliberar sobre a deflagração da greve foi suspensa, afastando oficialmente a possibilidade de paralisação.
O entendimento prevê medidas de caráter econômico, como a atualização salarial com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acompanhada de um ganho real estimado, além da elevação do valor do vale-alimentação.





