Neste domingo (28), a Fundação Brigitte Bardot anunciou o falecimento da atriz, produtora e ativista francesa, aos 91 anos. Reconhecida como um sex symbol e uma das figuras mais emblemáticas do cinema francês e da cultura europeia do século XX, Bardot estava hospitalizada desde outubro, em Toulon, no sul da França, onde tratava uma doença considerada grave, segundo familiares.
A entidade responsável pelo comunicado não informou a causa da morte. Brigitte Anne-Marie Bardot nasceu em Paris, em 28 de setembro de 1934, estudou balé no Conservatório Nacional de Música e Dança e, aos 15 anos, ganhou projeção ao estampar a capa da revista Elle, iniciando sua trajetória pública.
Carreira da sex symbol
Brigitte Bardot estreou no cinema em 1952, com A Garota do Biquíni, mas alcançou projeção internacional em 1956 ao protagonizar E Deus Criou a Mulher, dirigido por Roger Vadim, então seu marido. Ambientado em Saint-Tropez, o filme rompeu padrões ao retratar uma mulher de comportamento livre, consolidando Bardot como sex symbol e como uma das maiores referências de sensualidade e emancipação feminina do cinema mundial.
Ao longo de aproximadamente duas décadas de carreira, a atriz participou de mais de 45 produções. Entre os títulos mais marcantes estão O Repouso do Guerreiro (1962), O Desprezo (1963), de Jean-Luc Godard, Viva Maria! (1965) e As Mulheres (1969). Paralelamente à atuação, Bardot também investiu na música, lançando álbuns como Brigitte Bardot Sings (1960) e Special Bardot (1968), o que ampliou sua projeção artística para além das telas.
Vida fora das telas
A trajetória pessoal de Brigitte Bardot sempre esteve sob atenção constante da opinião pública. Ao longo da vida, a atriz oficializou quatro uniões: com o cineasta Roger Vadim, com Jacques Charrier — pai de seu único filho —, com o empresário alemão Gunter Sachs e, por fim, com Bernard d’Ormale, com quem mantinha relacionamento desde 1992.
Em 1973, no auge da fama, Brigitte Bardot decidiu se afastar definitivamente do cinema. Instalou-se em Saint-Tropez e passou a dedicar sua vida à militância em defesa dos direitos dos animais. Nos anos seguintes, criou iniciativas voltadas à proteção animal, culminando na fundação da Fondation Brigitte Bardot pour le Bien-Être et la Protection des Animaux, que permanece ativa em campanhas internacionais de resgate, proteção e esterilização.






