Na Coreia do Sul, o uso do Google Maps é limitado devido a uma política rígida que proíbe o envio de dados cartográficos detalhados para servidores no exterior. O governo justifica essa restrição pela necessidade de proteger informações sensíveis, como a localização de instalações militares, para evitar que adversários tenham acesso a esses dados.
Como consequência, o serviço não permite a criação de rotas para veículos, bicicletas ou pedestres, tampouco oferece informações em tempo real sobre o trânsito ou os limites de velocidade — funcionalidades comuns em países como o Brasil. O Apple Maps também enfrenta restrições semelhantes no país. Apesar de estar disponível em grande parte do mundo, o Google Maps opera com essas limitações na Coreia do Sul.
Geolocalização no país
Em razão dessas limitações, os usuários na Coreia do Sul recorrem a aplicativos locais, como Naver e Kakao, que disponibilizam não só serviços de mapas, mas também oferecem soluções integradas de busca, e-mail, mensagens e entretenimento.
Os Estados Unidos, onde estão sediadas as empresas Google e Apple, consideram essas restrições como barreiras não tarifárias que comprometem a competitividade no mercado sul-coreano e exercem pressão sobre as autoridades locais para que revisem as políticas que restringem o acesso a mapas digitais.
O que o Google Maps faz?
O Google tem tentado, há vários anos, obter autorização para transferir dados cartográficos da Coreia do Sul para seus servidores internacionais. O pedido mais recente, apresentado em 2025, teve sua análise adiada pelo Ministério de Terras, Infraestrutura e Transportes da Coreia do Sul para outubro, a fim de permitir que a empresa apresente propostas adicionais que atendam às preocupações de segurança nacional do governo. Solicitações anteriores foram rejeitadas em 2007, 2016 e maio deste ano.
Em resposta, o Google refutou os argumentos de segurança, afirmando que solicitou acesso a uma versão do mapa que exclui dados confidenciais, embora esteja disposto a cumprir outras exigências indicadas pelas autoridades sul-coreanas.
Atualmente, a companhia utiliza mapas licenciados de servidores locais, limitando o acesso a informações básicas, como pontos turísticos e comércios, sem oferecer funcionalidades completas de navegação, conforme relatado pelo jornal The Guardian.





