Em busca de garantir uma chance para cursar o ensino superior, mais de 5 milhões de estudantes se inscreveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, cuja inscrição chegou ao fim no mês passado. No entanto, muitos candidatos acabaram perdendo a chance por conta de um golpe milionário.
Cerca de 35 mil alunos acabaram sendo direcionados a sites falsos, que apresentavam um visual muito semelhante ao do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que é o órgão responsável pela aplicação da prova.
Os golpistas utilizaram anúncios patrocinados nas redes sociais para divulgar os portais, induzindo os interessados em participar do Enem 2025 ao erro. E muitos só descobriram que se tratava de um golpe depois que a relação de candidatos confirmados foi oficialmente divulgada.
De acordo com a Polícia Federal, como os pagamentos feitos por meio dos sites falsos não chegavam ao Inep, a inscrição dos estudantes não era válida, fazendo-os perder a prova. Enquanto isso, os criminosos conseguiram lucrar cerca de R$ 3 milhões. Contudo, nesta quinta-feira (10), as autoridades deram início à operação “Só Oficial” para desarticular uma quadrilha.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Rio de Janeiro e em São Paulo para localizar os suspeitos, que podem responder por crimes como estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa. Além disso, as autoridades seguem mapeando outros sites utilizados para a aplicação dos golpes, tendo identificando quatro até o momento.
Como o golpe do Enem foi aplicado
Conforme citado anteriormente, além de apresentarem um visual idêntico ao do portal oficial do Inep, os sites criados por golpistas eram impulsionados através das redes sociais com anúncios patrocinados para chamar a atenção das vítimas.
Ao acessar, os estudantes eram orientados a preencher dados pessoais, como CPF e informações escolares, e, ao final, eram direcionados a fazer o pagamento da taxa de inscrição do Enem. Porém, ao invés de gerar um boleto bancário oficial vinculado ao Inep, as páginas emitiam boletos ou chaves Pix no valor de R$ 85 que direcionavam o dinheiro para contas controladas pelos golpistas.
O Inep e o Ministério da Educação (MEC) reforçam que os candidatos devem checar cuidadosamente o endereço eletrônico acessado e ter cautela com links recebidos por redes sociais ou aplicativos de mensagens. Vale lembrar que o sistema oficial exige o login da conta gov.br e não há outros meios válidos para inscrição ou pagamento da taxa.






