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Golpistas estão acessando suas contas com este método

Por Raianne Romão
03/07/2025
Em Geral
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celular grupos do whatsapp

Foto: Pixabay

Golpistas estão deixando os vírus e malwares de lado e apostando em uma estratégia mais sutil — e eficaz. O novo tipo de fraude bancária identificado pela empresa de cibersegurança Kaspersky dispensa códigos maliciosos e se apoia em uma arma antiga, porém eficiente: a lábia.

A engenharia social ganhou força e agora se manifesta por meio de ligações falsas e o uso de aplicativos legítimos de acesso remoto.

Ao invés de invadir sistemas ou enganar com links falsos, os criminosos simulam centrais de atendimento de bancos ou operadoras e convencem a vítima a instalar um app que permite o controle do celular à distância.

A partir daí, basta um simples acesso ao app do banco para que os golpistas visualizem a tela da vítima e tenham liberdade total para movimentar a conta.

Engenharia social ganha protagonismo entre fraudes bancárias

grupos do whatsapp
Foto: Pixabay

De acordo com Fábio Assolini, diretor da equipe de análise da Kaspersky para as Américas, esse tipo de ataque vem substituindo ameaças como o malware ATS, que chegou a ser bloqueado quase 3 mil vezes no Brasil em 2023.

Em 2025, os registros do ATS caíram para apenas 40, reflexo direto da prisão de membros da quadrilha que operava o esquema.

Sem o malware, o golpe migrou para um modelo que usa aplicativos legítimos, como TeamViewer, AnyDesk e QuickSupport — ferramentas comuns entre profissionais de suporte técnico, mas perigosíssimas nas mãos erradas.

Como o golpe funciona na prática

  1. A vítima recebe uma ligação falsa, supostamente de uma central de segurança do banco;
  2. O atendente alerta sobre uma suposta fraude ou erro na conta e sugere uma “verificação urgente”;
  3. Durante a conversa, orienta o usuário a instalar um aplicativo de acesso remoto;
  4. Assim que o app é instalado e o acesso é concedido, os criminosos assumem o controle do celular, monitoram a tela e realizam transações bancárias sem levantar suspeitas.

Em muitos casos, os fraudadores já têm acesso prévio a dados pessoais da vítima, como CPF, número da conta e até saldo bancário, coletados por meio de vazamentos de dados ou adquiridos em painéis ilegais na dark web.

Dificuldade de identificação torna golpe ainda mais perigoso

Ao contrário de fraudes mais antigas, essa nova abordagem não exige que a vítima forneça dados sensíveis nem clique em links maliciosos.

A confiança no “atendente” e a aparência legítima do aplicativo tornam o golpe muito mais difícil de perceber — muitas vítimas só descobrem que foram enganadas quando já tiveram prejuízos financeiros.

Dicas para se proteger desse novo tipo de golpe

  • Desconfie de qualquer ligação alegando ser de bancos ou serviços financeiros, principalmente se envolver solicitações urgentes;
  • Nunca instale aplicativos de acesso remoto a pedido de terceiros durante chamadas;
  • Evite anotar senhas ou dados bancários em apps de notas ou mensagens no celular;
  • Sempre verifique os canais oficiais do seu banco para confirmar qualquer problema informado;
  • Ative a autenticação em dois fatores em aplicativos financeiros para adicionar uma camada extra de segurança.

Com ataques cada vez mais sofisticados e disfarçados de procedimentos comuns, a atenção redobrada é o melhor antivírus. A recomendação de especialistas é clara: em caso de dúvida, desligue e procure o canal oficial da instituição.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
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Raianne Romão

Raianne Romão

Raianne Romão é comunicóloga com habilitação em Jornalismo e graduanda de Letras/Inglês. Atualmente é redatora no Tribuna de Minas. Já atuou como redatora nos segmentos de coluna social, entretenimento e benefícios socias. Já atuou também nas áreas de Marketing Digital e Assessoria de Imprensa. Além disso, atuou como produtora de conteúdo audiovisual, redatora e social media no Jornal do Commercio.

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