A partir desta segunda-feira (3), passa a estar disponível em todo o país a função “voucher” nas maquininhas de cartões, resultado de uma parceria entre o governo federal e a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).
A novidade busca simplificar a utilização de benefícios como vale-alimentação, vale-refeição e vale-cultura, ao mesmo tempo em que garante maior transparência e rastreabilidade nas transações. Os cartões de benefícios continuam operando nos dois modelos existentes: arranjos fechados e abertos, cada um com características próprias de emissão e processamento das transações.
Mudanças nos vales
Nos arranjos fechados, o próprio emissor do cartão exerce também a função de credenciador, gerenciando os estabelecimentos e toda a infraestrutura de pagamentos. Em contraste, nos arranjos abertos, comuns em empresas de benefícios flexíveis, as transações são processadas pelas bandeiras tradicionais — como Visa, Mastercard e Elo — utilizando as maquininhas já disponíveis no varejo.
O novo sistema uniformiza o uso dos benefícios, assegurando que as compras sejam realizadas exclusivamente em estabelecimentos autorizados pelo Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Antes da implementação dessa medida, não havia mecanismos eficazes para garantir que os valores fossem efetivamente destinados à alimentação.
Função voucher
A novidade passa a oferecer uma nova opção de pagamento nas maquininhas: “débito, crédito ou voucher?”. A função estará disponível apenas em estabelecimentos credenciados, e sua ativação não exige substituição dos dispositivos, sendo realizada por meio de atualização de software, iniciada em abril. A adoção do voucher deve estimular a concorrência e fomentar a inovação no setor de benefícios, com potencial para reduzir custos empresariais e aprimorar a experiência dos trabalhadores.
O modelo também avança na interoperabilidade, permitindo que todos os cartões de benefícios sejam aceitos em qualquer maquininha, e prevê a portabilidade de saldos entre diferentes cartões. Apesar de ainda depender de regulamentação do Ministério do Trabalho, a tecnologia necessária para essa funcionalidade já está pronta para ser implementada.





