O Instituto Combustível Legal (ICL) divulgou um levantamento sobre a qualidade dos combustíveis comercializados em postos de várias regiões do Brasil, analisando 3.210 amostras de gasolina, etanol e diesel. O estudo identificou irregularidades em 28% das coletas, totalizando 888 casos com problemas.
Entre as principais não conformidades estão a fraude volumétrica, em que a bomba registra mais combustível do que é efetivamente fornecido, a qualidade inferior do combustível, o excesso de etanol na gasolina e o teor insuficiente de biocombustível no diesel, situações que podem comprometer o desempenho dos veículos e impactar a confiança dos consumidores.
Fraudes em Minas Gerais
O levantamento do ICL foi realizado pelo método Cliente Misterioso, em que veículos abastecem normalmente e o combustível é analisado em laboratório, garantindo resultados confiáveis. Entre os estados com mais irregularidades:
- Gasolina e etanol: São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná; Minas Gerais em quarto lugar, com destaque para Belo Horizonte e Contagem.
- Diesel: Minas Gerais também em quarto lugar, com maior incidência em Montes Claros e Uberlândia; outros estados relevantes incluem São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso.
Os principais problemas identificados foram:
- Fraude volumétrica, mais comum no Paraná (52% dos casos)
- Baixa qualidade dos combustíveis
- Excesso de etanol na gasolina
- Baixo teor de biocombustível no diesel
Essas irregularidades podem afetar o desempenho dos veículos, aumentar as emissões de poluentes e representar riscos à segurança e ao consumo consciente.
Combustíveis adulterados
O levantamento do ICL ocorre em meio à maior fiscalização do setor, como a Operação Carbono Oculto da Polícia Federal em 2025, que desmantelou um esquema de fraude e lavagem de dinheiro envolvendo combustíveis, organizações criminosas e intermediários financeiros.
Paralelamente, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza inspeções regulares, aplicando multas e medidas administrativas para proteger consumidores e garantir a confiabilidade do setor.
Estudos como o do ICL reforçam a necessidade de controle e transparência, evidenciando que parte significativa dos combustíveis vendidos no país ainda apresenta irregularidades que podem impactar a economia, a segurança veicular e a confiança do consumidor.






