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Estados Unidos proíbem essa substância que é muito consumida no Brasil

Por Leticia Florenço
16/02/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Eritrosina - Reprodução/iStock

Eritrosina - Reprodução/iStock

Uma decisão recente das autoridades sanitárias dos Estados Unidos voltou a chamar a atenção para um aditivo alimentar que faz parte do cotidiano de milhões de brasileiros.

Enquanto o país norte-americano optou pela proibição, no Brasil a substância segue liberada, dentro de limites considerados seguros e presente em diversos produtos populares.

Trata-se da eritrosina, um corante artificial vermelho utilizado há décadas pela indústria alimentícia para intensificar cores e tornar alimentos mais atrativos ao consumidor.

O que é a eritrosina e por que ela chama atenção

A eritrosina, também conhecida como Vermelho nº 3 ou E127, é um corante sintético derivado do petróleo e rico em iodo. Sua principal função é conferir coloração vermelha vibrante a alimentos e produtos industrializados, especialmente doces e confeitos.

Por ser um aditivo artificial, ela está frequentemente no centro de debates sobre possíveis impactos à saúde humana, sobretudo quando o consumo é frequente ou ocorre desde a infância.

Por que os Estados Unidos decidiram banir a substância

A Food and Drug Administration (FDA) decidiu proibir o uso da eritrosina em alimentos após a análise de estudos científicos que indicaram aumento da incidência de tumores em testes realizados com animais.

Segundo a agência, embora os resultados não sejam automaticamente extrapoláveis para humanos, o princípio da precaução pesou na decisão. A proibição inclui um período de transição, permitindo que fabricantes reformulem gradualmente seus produtos.

Situação no Brasil

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém a liberação da eritrosina, desde que respeitados limites máximos de uso estabelecidos por normas técnicas.

As autoridades brasileiras afirmam que, com base nos dados disponíveis, não há comprovação científica conclusiva de risco à saúde humana quando o consumo ocorre dentro das quantidades permitidas. A avaliação leva em conta estudos internacionais e estimativas de ingestão média da população.

Possíveis riscos associados ao consumo excessivo

Apesar da liberação, pesquisas apontam pontos de atenção relacionados à eritrosina, especialmente em casos de consumo elevado ou contínuo:

  • Alterações na função da tireoide, devido ao alto teor de iodo
  • Reações adversas em pessoas mais sensíveis
  • Potencial impacto maior em crianças, que consomem mais alimentos coloridos

Esses fatores reforçam o debate sobre a necessidade de reavaliação periódica das normas.

Transparência nos rótulos e direito de escolha

A legislação brasileira exige que a presença da eritrosina seja claramente informada nos rótulos dos alimentos. Essa medida permite que o consumidor faça escolhas mais conscientes, especialmente aqueles que desejam reduzir o consumo de corantes artificiais.

Nutricionistas e especialistas em saúde recomendam atenção redobrada durante as compras, priorizando produtos com listas de ingredientes mais curtas e naturais.

Cresce a busca por alternativas naturais

Com o aumento da conscientização sobre alimentação saudável, cresce também a demanda por produtos:

  • Sem corantes artificiais
  • Com corantes naturais, como beterraba e urucum
  • Voltados ao público infantil com formulações mais limpas

Esse movimento pressiona a indústria a investir em alternativas menos controversas.

Alimentos que costumam conter eritrosina

A eritrosina é frequentemente encontrada em:

  • Balas, pirulitos e doces industrializados de coloração vermelha intensa
  • Gomas de mascar e gelatinas artificiais, especialmente de morango ou cereja
  • Cerejas em calda usadas em sobremesas e coquetéis
  • Confeitos, granulados e coberturas para bolos e cupcakes
  • Sorvetes artificiais e sobremesas industrializadas avermelhadas
  • Xaropes, medicamentos e suplementos mastigáveis

A diferença de posicionamento entre Estados Unidos e Brasil evidencia como decisões regulatórias podem variar conforme interpretações científicas, padrões de consumo e políticas de saúde pública.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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