Um estudo recente publicado no Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics revelou que cerca de um em cada cinco alimentos e bebidas processados nos Estados Unidos contém corantes sintéticos, frequentemente presentes em produtos voltados ao público infantil.
A pesquisa analisou 39.763 itens comercializados por 25 das maiores fabricantes do país, com foco em categorias direcionadas às crianças, como confeitos, bebidas açucaradas, cereais matinais, produtos de panificação e refeições prontas. Esses aditivos estão associados a riscos significativos à saúde infantil, incluindo alterações comportamentais como hiperatividade e dificuldade de atenção.
Corantes artificias em produtos infantis
Os resultados indicam que 28% dos produtos infantis analisados continham corantes sintéticos, em contraste com apenas 11% nas demais categorias. Além disso, os alimentos com corantes apresentavam, em média, 141% mais açúcar (33,3 g por 100 g) do que aqueles sem aditivos (13,8 g por 100 g).
Marcas líderes no uso de corante:
- Ferrero: 60% dos produtos com corantes.
- Mars: 52% dos produtos com corantes.
- PepsiCo: mais de 50% dos energéticos com corantes.
- Bebidas esportivas: 79% continham corante, independentemente da marca.
Thomas Galligan, do Center for Science in the Public Interest, afirma que os corantes são desnecessários e que os esforços regulatórios para eliminá-los avançam lentamente, mesmo após recomendações voluntárias da FDA.
Riscos e regulamentação
A pesquisadora Elizabeth Dunford, do The George Institute e da Universidade da Carolina do Norte, alerta para os riscos do corante sintético em alimentos infantis, associados a altos níveis de açúcar e efeitos negativos na saúde das crianças.
Especialistas apontam que avisos nos rótulos, como na União Europeia, poderiam incentivar reformulações e informar melhor os consumidores. Até que haja regulamentação mais rigorosa, pais e responsáveis devem conferir ingredientes e evitar produtos com corante artificial e excesso de açúcar.






