Santa Catarina vive um momento crítico na rede hospitalar, com a taxa de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) chegando a 94,4% em todo o estado.
O número expressivo acende um sinal de alerta nas autoridades de saúde, justamente no período em que os casos de doenças respiratórias têm aumentado de forma acelerada.
O crescimento das internações por complicações da gripe e outras síndromes respiratórias agudas preocupa médicos, gestores públicos e a população, especialmente com a chegada do inverno, que favorece a disseminação dos vírus.
Estado enfrenta alerta com UTIs lotadas por causa da gripe
A situação mais delicada se concentra nas regiões Oeste, Serra, Grande Florianópolis, Foz do Rio Itajaí e Planalto Norte e Nordeste, onde a ocupação dos leitos de UTI para adultos já ultrapassa 95%.
Em algumas áreas, como o Oeste e a Serra, os leitos de UTI pediátrica estão completamente ocupados. A escassez de vagas para crianças também é notada na Grande Florianópolis, que conta com apenas dois leitos disponíveis.
Apesar de outras regiões apresentarem índices menos alarmantes, o sistema como um todo opera com pressão constante.
O avanço das infecções respiratórias, em especial os casos graves de influenza, é apontado como o principal fator por trás da sobrecarga nas UTIs.
Dados do governo mostram um aumento de 132% nas mortes por gripe em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre os pacientes mais afetados estão idosos e crianças pequenas, grupos mais vulneráveis às complicações respiratórias.
A baixa adesão à vacinação contra a gripe agrava o cenário: apenas 11,6% dos internados haviam sido imunizados. Vale lembrar que boa parte da população do estado de Santa Catarina costuma aderir a falsas notícias e teorias da extrema direita que desencorajam a vacinação de crianças.
Governo de SC diz que distribuição dos casos graves em UTIs é administrado para evitar esperas
Em resposta, o governo estadual anunciou medidas emergenciais, como a abertura de novos leitos em hospitais estratégicos. Desde o ano passado, Santa Catarina já havia ampliado sua rede de terapia intensiva, mas o volume atual de casos exige ações adicionais.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC) reforçou que, mesmo com a alta ocupação, o sistema segue operando em rede, com transferências entre hospitais sempre que necessário.
As autoridades recomendam que a população busque a vacinação contra a gripe, disponível gratuitamente nos postos de saúde.
Vacinação de crianças e idosos é segura e evita lotação de UTIs
A imunização é considerada essencial para reduzir os casos graves e aliviar a pressão sobre o sistema hospitalar, especialmente diante da previsão de aumento das doenças respiratórias com a intensificação do frio nos próximos dias.
As vacinas contra gripe e covid são amplamente utilizadas em todo o mundo, inclusive em países desenvolvidos, como os EUA, além de serem consideradas seguras, apesar de falsas alegações sem provas que tentam demonstrar o contrário.
É importante destacar também que a imunização através da vacinação só funciona em coletividade. Isso porque, ao se vacinar, a pessoa não fica livre de pegar a doença, mas evita casos graves ao adquirir o vírus no dia a dia.
Quando alguém da comunidade não se vacina, fica exposto ao vírus, que segue circulando, inclusive entre idosos e crianças, aumentando os riscos de internações hospitalares e colapso na capacidade de atendimento da saúde pública, além do número de mortes que poderiam ter sido evitadas.





