A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS) divulgou, nesta terça-feira (24), um novo informe epidemiológico sobre a esporotricose, uma infecção fúngica que atinge tanto seres humanos quanto animais domésticos, sobretudo gatos.
Entre 1º de janeiro e 24 de junho de 2025, o Amazonas notificou 1.044 casos de esporotricose humana, sendo 815 confirmados e 141 ainda em investigação. Até o momento, não há registro de óbitos relacionados à doença.
A maioria dos casos confirmados está em Manaus (760), seguida por Presidente Figueiredo (24), Barcelos (11), Manacapuru (5), Itacoatiara (4), Maués (4), Rio Preto da Eva (2) e outras cidades com registros pontuais.
Esporotricose animal: gatos representam mais de 97% dos casos

No mesmo período, foram notificados 2.486 casos de esporotricose animal. Destes, 2.331 foram confirmados e 1.270 animais seguem em tratamento. Infelizmente, houve 1.037 mortes ou eutanásias relacionadas à infecção.
O levantamento da FVS mostra que gatos representam 97,2% dos casos, enquanto cães somam 2,8%. Em sua maioria, os animais infectados são machos (66,2%).
O que é esporotricose e como ela é transmitida?

A esporotricose é causada por fungos do gênero Sporothrix, encontrados naturalmente no solo, em cascas de árvores e na vegetação em decomposição. A doença pode acometer humanos, gatos, cães e outros mamíferos.
Nos seres humanos, a infecção ocorre principalmente por meio de ferimentos na pele provocados por espinhos, lascas de madeira ou palha contaminada. Também é possível contrair a doença pelo contato direto com secreções ou feridas de animais infectados.
Os animais domésticos, em especial os gatos, podem transmitir o fungo por meio de arranhaduras, mordidas, lambeduras, e pelo contato com secreções respiratórias ou lesões abertas.
Prevenção: cuidado redobrado com cães e gatos
Para prevenir a esporotricose, a FVS orienta que tutores evitem deixar seus cães e gatos circulando pelas ruas sem supervisão, o que reduz o risco de contato com o fungo. Diante de qualquer sinal clínico suspeito, como lesões na pele, é essencial procurar atendimento veterinário imediato.
Já no caso de suspeita em humanos, a recomendação é buscar orientação médica com urgência, evitando o agravamento do quadro e a transmissão a outras pessoas.






