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Enfermidades medievais voltam a provocar surtos nos dias de hoje

Por Yasmin Henrique
13/11/2025
Em Mais Tendências, Colunas
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Enfermidades medievais voltam a provocar surtos nos dias de hoje

(Foto: reprodução/Mondadori/Getty Images)

A confirmação de um caso de peste bubônica nos Estados Unidos, em agosto, reacendeu o alerta global sobre doenças medievais que ainda persistem. Conhecida como “peste negra”, a infecção matou milhões na Idade Média, mas ainda circula em alguns países. Assim como ela, cólera e hanseníase seguem ativas, sobretudo em regiões marcadas pela desigualdade e pelo saneamento precário.

Mesmo com os avanços da medicina, muitos agentes infecciosos continuam se adaptando, tornando difícil sua erradicação. Na história, apenas a varíola foi totalmente eliminada. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), fatores como pobreza, falta de saneamento e baixa cobertura vacinal mantêm o risco de novos surtos dessas doenças medievais em diferentes partes do mundo.

Enfermidades medievais atualmente

Peste bubônica
  • Causador: bactéria Yersinia pestis
  • Transmissão: picada de pulgas infectadas que vivem em roedores
  • Tratamento: antibióticos e melhorias em higiene e saneamento
  • Situação mundial (2019–2022): 1.722 casos e 175 mortes em seis países, segundo a OMS. República Democrática do Congo concentra a maioria das ocorrências
  • Situação no Brasil: Não há registros desde 2005. Regiões do Semiárido nordestino permanecem sob monitoramento
Hanseníase
  • Causador: bactéria Mycobacterium leprae
  • Transmissão: contato prolongado com pessoas infectadas sem tratamento, geralmente pelas vias respiratórias
  • Evolução: lenta, com sintomas como manchas e perda de sensibilidade na pele; pode causar deformidades se não tratada precocemente
  • Tratamento: fornecido gratuitamente pelo SUS; combina antimicrobianos por até um ano
  • Situação mundial (2024): Brasil foi o segundo país com maior número de notificações. Mais de 22 mil novos casos registrados
  • Desafio: diagnóstico tardio ainda é um obstáculo à cura e à prevenção de sequelas
Cólera
  • Causador: bactéria Vibrio cholerae
  • Transmissão: ingestão de água ou alimentos contaminados
  • Sintomas: diarreia intensa, desidratação e risco de morte se não houver tratamento rápido
  • Histórico: sete pandemias desde o século 19; a última, iniciada em 1961, continua ativa
  • Situação mundial (2025): Mais de 460 mil casos e quase seis mil mortes em 32 países
  • Situação no Brasil: Sem registros locais desde 2006; casos importados são raros
  • Prevenção: acesso a saneamento básico, higiene alimentar e vacinação oral (ainda com cobertura limitada)

Garantir água potável, higiene e vigilância epidemiológica eficaz permanece essencial para evitar a reemergência dessas enfermidades medievais. Embora não possam ser totalmente erradicadas, medidas de prevenção e tratamento continuam sendo as principais formas de controle.

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Yasmin Henrique

Jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita.

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